As questões da FGV são textos curtos com contexto: um caso concreto, um trecho de lei aplicado a ele e cinco alternativas (A a E) que só se separam depois de uma leitura atenta. A banca cobra interpretação antes de conteúdo e costuma ligar dois institutos na mesma pergunta.

Como a banca FGV cobra
Quem corrige simulado percebe rápido: na FGV o candidato erra por velocidade, não por ignorância. O enunciado é bem escrito, quase sempre parte de uma situação — um servidor que faz algo, um contrato já assinado, um parágrafo de reportagem — e só no fim revela o que está sendo perguntado. Ler pela metade basta para escolher a alternativa que parece certa. A banca gosta de encadear: a pergunta de direito administrativo abre em ato administrativo e fecha em controle judicial; a de constitucional sai de competência e cai em processo legislativo. Língua Portuguesa aparece aplicada, dentro de textos reais, e não como lista de regras soltas. Nas alternativas, o distrator troca uma palavra do comando, poderá por deverá, anulação por revogação, e sobrevive à leitura apressada. Na discursiva, a FGV pede resposta enxuta, na ordem que o comando definiu, e não premia quem escreve muito sem responder o que foi pedido.
| Tipo de item | Múltipla escolha com cinco alternativas (A a E) e uma correta |
|---|---|
| Estilo de enunciado | Contextualizado: caso concreto, texto ou situação antes da pergunta |
| Peso da letra de lei | Alto, mas aplicada: a lei aparece dentro do caso, não citada solta |
| Pegadinha típica | Troca de verbo no comando e encadeamento de dois institutos na mesma questão |
| Língua Portuguesa | Interpretação e uso da língua dentro de textos; pouca gramática isolada |
| Discursiva | Resposta curta seguindo o roteiro do comando; texto sobrando não pontua |
Como a FGV escreve o enunciado e por que você erra lendo rápido
Pegue uma questão da FGV e cubra a última linha. O que sobra parece completo: há um fato, um personagem, um artigo de lei. É armadilha. O comando está nessa última linha, e é ele que decide se a resposta é pode, deve ou não pode.
O treino que funciona é mecânico: leia o comando primeiro, volte ao caso e só então olhe as alternativas. Sublinhe os operadores — salvo, exceto, ainda que, desde que. Eles mudam o gabarito inteiro e passam batido na pressa.
- Leia o comando antes do caso, sempre.
- Marque quem faz o quê e em que momento.
- Circule poderá, deverá, somente, exceto.
- Compare as cinco alternativas duas a duas.
Por que a FGV junta dois assuntos na mesma questão?
Porque a banca quer saber se você entendeu o sistema, não se decorou o tópico. Uma questão de direito administrativo abre em ato administrativo e fecha em controle judicial. Uma de constitucional começa em competências e termina em processo legislativo. Uma de português usa texto de tema jurídico e cobra coesão dentro dele.
Isso muda o modo de revisar. Tópico isolado te deixa pronto para metade da questão. Resolva questões antigas da FGV anotando qual foi o segundo assunto que entrou: os pares se repetem e você passa a esperá-los.
Como estudar Língua Portuguesa para prova da FGV
A FGV gosta de texto. Português vem aplicado: um trecho de reportagem, de parecer ou de crônica, e as perguntas giram em torno do que o texto sustenta, do que ele apenas sugere e do que ele não diz. Gramática entra por dentro: a regência que muda o sentido, o pronome que troca o referente, a vírgula que separa explicação de restrição.
Quem estuda só lista de regras chega sabendo classificar oração e sem saber dizer o que o autor defende. Inverta a ordem: resolva interpretação com texto longo e, a cada erro, volte para a regra que explica o erro.
- Separe o que o texto afirma do que você concluiu sozinho.
- Cheque o referente do pronome antes de marcar qualquer alternativa.
- Leia texto de tema público — é o repertório dos enunciados.
Prova da FGV para tribunal e para carreira estadual: o que muda
O estilo é o mesmo; o recorte, não. Em tribunal, o caso nasce dentro do processo: prazo, competência, ato de servidor do cartório. A exigência de precisão em Língua Portuguesa sobe, porque o cargo escreve o dia inteiro. Em secretaria estadual, o enunciado vira rotina de gestão: contrato, licitação, vida funcional do servidor, política pública.
Monte o caderno por cargo, não por matéria genérica. Filtre questões da FGV por órgão parecido com o que você vai prestar: voltam os mesmos pares de assuntos.
Como é a discursiva da FGV e como treinar
O comando da discursiva da FGV funciona como roteiro: diz o que abordar, em que ordem e, quase sempre, dentro de qual limite de linhas. Quem escreve bonito e ignora o roteiro perde ponto; quem responde em frases secas, na ordem pedida, pontua.
Treine com relógio e limite de linhas. Escreva, volte ao comando e marque item por item: respondi isto? respondi aquilo? O que sobrar sem correspondência não vale nota. Fundamente com o instituto certo; confira no edital se a prova permite consulta a legislação.
O que mais derruba candidato nesta banca
- Marcar a alternativa que combina com o começo do enunciado e ignorar a condição da última linha.
- Decorar artigo sem saber aplicar: a FGV pede o efeito da lei no caso narrado, não o texto dela.
- Parar na primeira alternativa que parece certa: entre as cinco, a banca costuma deixar duas quase iguais.
- Tratar Língua Portuguesa como gramática solta e chegar sem treino de interpretação com texto longo.
- Escrever a discursiva fora da ordem de itens que o comando pediu.
4 questões comentadas de FGV para treinar agora
Questões escritas pela nossa equipe no formato desta banca. Responda antes de abrir o comentário.
Leia o trecho: “A administração municipal anunciou que o novo sistema de agendamento reduziria a fila nos postos de saúde. Passados seis meses, a fila continua, embora o número de consultas marcadas pela internet tenha crescido. O problema, dizem os servidores, nunca foi marcar a consulta: era ter médico para atendê-la.” Considerando a organização das ideias, o trecho sustenta que
- Ao novo sistema de agendamento falhou por deficiência técnica.
- Ba medida adotada atuou sobre uma etapa que não era o gargalo do atendimento.
- Co número de consultas marcadas pela internet caiu ao longo dos seis meses.
- Dos servidores defendem o fim do agendamento pela internet.
- Ea fila diminuiu, embora menos do que o anunciado.
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Gabarito: B. O texto diz que o agendamento cresceu, que a fila continua e que a causa é a falta de médico: a medida acertou a etapa errada, o que confirma B. A erra porque o sistema funcionou. C inverte o dado do trecho. D dá aos servidores uma proposta que eles não fazem. E contraria “a fila continua”.
Um servidor estadual requereu, na via administrativa, acesso às informações a seu respeito registradas em banco de dados de órgão público e a correção de um dado que reputa errado. O órgão negou os dois pedidos. Diante da negativa, o instrumento constitucional adequado é
- Ao mandado de segurança, independentemente de qualquer pedido administrativo anterior.
- Bo habeas data, cabível porque houve recusa administrativa ao acesso e à retificação.
- Co habeas data, que dispensa por completo requerimento prévio na via administrativa.
- Do mandado de injunção, por ausência de norma que regulamente o acesso a bancos de dados.
- Ea ação popular, por se tratar de ato de órgão público lesivo à moralidade administrativa.
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Gabarito: B. O art. 5º, LXXII, da Constituição destina o habeas data ao conhecimento e à retificação de informações do impetrante em registros públicos, e a jurisprudência exige recusa administrativa prévia. B reúne instrumento e condição. C repete o instrumento certo com condição errada, distrator típico da FGV. A, D e E trocam a ação cabível.
Autarquia estadual concedeu a servidor, há três anos, uma vantagem funcional com base em interpretação que depois se revelou contrária à lei. A autoridade máxima do órgão pretende agora desfazer o ato. Sobre a situação, assinale a afirmativa correta.
- ATrata-se de revogação, pois a Administração reavaliou a conveniência do ato.
- BTrata-se de anulação, e o Poder Judiciário, se provocado, pode controlar a legalidade do desfazimento.
- CSomente o Poder Judiciário pode desfazer o ato, já que a Administração não revê os próprios atos.
- DO ato não pode ser desfeito, porque gerou direito adquirido desde a data de sua edição.
- EA anulação depende de autorização prévia do Poder Legislativo estadual.
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Gabarito: B. Ato ilegal se desfaz por anulação, e a autotutela permite que a própria Administração o faça (Súmula 473 do STF); o art. 54 da Lei 9.784/1999 fixa cinco anos de decadência para efeitos favoráveis de boa-fé, prazo ainda não vencido. A confunde anulação com revogação, C nega a autotutela, D inventa direito adquirido sobre ato ilegal e E cria autorização inexistente.
Em comunicado interno de um tribunal, lê-se: “Se o processo for protocolado até sexta-feira, então a análise começa na segunda-feira”. Sabe-se que a análise não começou na segunda-feira. Considerando apenas essas informações, conclui-se que
- Ao processo foi protocolado até sexta-feira.
- Bo processo não foi protocolado até sexta-feira.
- Co processo foi protocolado, mas depois de sexta-feira.
- Da análise começará na terça-feira.
- Enada se pode concluir sobre o protocolo do processo.
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Gabarito: B. Negado o consequente, nega-se o antecedente. Se a análise não começou na segunda, o processo não foi protocolado até sexta: gabarito B. C vai além do enunciado, pois o processo pode nem ter sido protocolado. D inventa data. E ignora que a condicional autoriza conclusão. A afirma o que a premissa derruba.
Quais concursos abertos usam a banca FGV?
Estes editais com inscrições abertas têm a FGV como organizadora. Abrir o guia de um deles mostra cargos, salários, prazos e o que estudar.
Perguntas frequentes
como a fgv cobra as questões?
Com enunciado contextualizado e cinco alternativas. A banca descreve uma situação, aplica a norma a ela e pergunta o efeito, quase sempre na última linha. Costuma unir dois assuntos ligados na mesma questão e monta distratores trocando uma palavra do comando, como poderá por deverá. Ler o comando devagar resolve boa parte dos erros.
quantas alternativas tem a questão da fgv?
No formato mais comum a questão é de múltipla escolha com cinco alternativas, de A a E, e apenas uma correta. Há provas com item de certo e errado e provas com discursiva, conforme o cargo. O formato de cada seleção sai no edital, então confira antes de montar o treino.
a fgv desconta ponto por questão errada?
Na múltipla escolha tradicional o padrão é não haver desconto, mas isso depende do regulamento de cada seleção, e há provas com regras próprias de pontuação e de nota mínima por bloco de matérias. Não existe resposta única para todas as provas da banca: confira no edital do concurso que você vai prestar.
questões da fgv são difíceis?
A dificuldade vem menos do conteúdo e mais da leitura. O enunciado é longo, o comando aparece no fim e as alternativas se parecem entre si. Quem domina a matéria e lê rápido erra; quem lê com método acerta. Treinar em bloco cronometrado, com texto integral, aproxima o simulado da prova real.
como estudar português para a prova da fgv?
Comece por interpretação com texto longo, porque é assim que a banca cobra. Trabalhe o que o texto afirma contra o que você deduziu, referente de pronome, paráfrase e pontuação que muda sentido. A cada erro, volte à regra que o explica, em vez de decorar listas de gramática antes de qualquer questão.
como é a prova discursiva da fgv?
O comando funciona como roteiro: ele indica os pontos a abordar, a ordem e o limite de extensão. A correção premia resposta objetiva, fundamentada no instituto certo, que cumpre item por item o que foi pedido. Texto extra sem correspondência no comando costuma não somar. Treine com relógio e conte as linhas antes de entregar.
Estude por matéria
Conteúdo original da Equipe Edital Hoje. As contagens de questões vêm do banco do Edital Hoje, atualizado semanalmente. Formato de prova, número de questões e critérios mudam a cada concurso: confira sempre o edital. Última revisão em 8 de setembro de 2026.