Questões de concurso

Questões de português para concurso: o que estudar e como não perder ponto

Questões de Português de provas anteriores, comentadas e separadas por banca

Acervo total do site2.140.130 questões
Bancas cobertas290 bancas
O que entra nesta matériainterpretação de texto, crase, concordância, regência, pontuação, ortografia, classes de palavras, coesão
Melhor forma de treinarpor banca, no formato da sua prova

Atualizado em 8 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Português em concurso é, antes de tudo, prova de leitura: a maior parte das questões pede que você diga o que o texto afirma, o que a frase faz e como uma palavra muda o sentido. Gramática entra por dentro disso. Crase, concordância, regência e pontuação aparecem dentro de frases reais, não em lista.

Mesa de estudo com caderno de questões de Português para concurso
Questões de concurso de Português: o que mais cai, como cada banca cobra e questões comentadas para treinar.

Como Português é cobrado em concurso

Português aparece em praticamente todo edital, do nível fundamental ao superior, e é onde mais gente perde ponto por excesso de confiança. Você fala a língua desde criança, então parece que já sabe. A prova cobra outra coisa: se você distingue o que o autor afirmou do que você concluiu sozinho, se enxerga o referente de um pronome, se percebe que mudar a vírgula de lugar muda a informação. Os blocos gramaticais que voltam são poucos e previsíveis. Crase, concordância verbal e nominal, regência, pontuação, ortografia e acentuação, classes de palavras e coesão. Cada um tem um punhado de situações que se repetem edição após edição, quase sempre disfarçadas de frase de repartição pública. Quem estuda gramática de ponta a ponta, como quem faz curso de linguística, chega à prova sabendo classificar oração e sem conseguir dizer o que o texto sustenta.

O que a prova medeLeitura primeiro: o que o texto diz, o que a frase faz, o que a palavra retoma
Blocos que mais voltamInterpretação, crase, concordância, regência, pontuação, ortografia, classes de palavras, coesão
Como o Cebraspe cobraItem de certo ou errado, reescrita de trecho e substituição sem alterar o sentido
Como a FGV cobraTexto longo de tema público; gramática cobrada dentro do texto, não isolada
Como a FCC cobraEnunciado seco e nome técnico da regra: você precisa reconhecer o instituto
Como a Vunesp cobraCrônica ou reportagem, sentido de palavra no contexto e figuras de linguagem

Por que quase toda questão de português é, no fundo, leitura?

Repare no que a questão pede. Raramente ela quer o nome de uma figura de sintaxe. Ela mostra um trecho e pergunta o que ele sustenta, o que apenas insinua e o que não disse em momento algum. Mesmo a questão que parece puro conteúdo funciona assim: reconhecer o sujeito posposto só serve para decidir com quem o verbo concorda ali.

A armadilha não é a regra, é a pressa. Você lê três linhas, forma uma ideia e sai procurando essa ideia nas alternativas. O examinador conta com isso e escreve um distrator que repete uma expressão do texto em contexto trocado.

  • Separe o que está escrito do que você deduziu — a maioria dos distratores mora na dedução
  • Confira no texto o referente de cada este, isso, ele, aquilo
  • Desconfie de alternativa que generaliza o que o trecho disse de um caso só

Como estudar crase para concurso sem decorar lista de regras?

Crase não é acento bonito: é a fusão da preposição a com o artigo a. Sem os dois, não há crase. Por isso o teste da troca por palavra masculina resolve quase tudo. Assisti à sessão vira assisti ao filme, então há crase. Cheguei a Brasília não vira cheguei ao Brasília, então não há.

Com esse teste na mão, sobra uma lista curta de situações fixas que as bancas rodam à exaustão: hora determinada, à moda de, à medida que e nomes de lugar que admitem artigo. Estude a partir de frases erradas, não de tabelas.

  • Nunca há crase antes de verbo, de palavra masculina e de pronome pessoal
  • Diante de nome de lugar, teste com voltei: volto da Bahia pede à Bahia; volto de Brasília não pede
  • Antes de palavra no plural, o a sozinho não recebe acento; as pode receber

Concordância e regência: o que a banca realmente cobra?

Um punhado de estruturas responde por quase todas as questões desses dois blocos. Em concordância, os campeões são verbo impessoal (fazer de tempo, haver de existência), sujeito posposto, partícula apassivadora com se e o par anexo e obrigado, que varia como adjetivo.

Em regência, a banca escolhe verbos em que a preposição muda o sentido: assistir de ver contra assistir de socorrer, implicar sem preposição, visar com a quando é ter por objetivo, preferir uma coisa a outra. Gosta também do pronome relativo, porque a preposição migra para antes do que: o cargo a que aspiro.

  • Ache o sujeito antes de escolher a forma do verbo, mesmo quando ele vem depois
  • Faz dez anos e houve muitos casos ficam no singular: verbo impessoal não tem sujeito
  • Guarde a regência junto com um exemplo curto; regência sem frase não fixa

Onde a vírgula muda o sentido da frase?

Existe uma dupla que rende questão em qualquer banca: oração adjetiva restritiva e explicativa. Os servidores que se inscreveram receberam o abono restringe o grupo. Os servidores, que se inscreveram, receberam o abono estende a informação a todos. Duas vírgulas mudam quem recebeu.

O resto segue princípios que as provas repetem: não se separa sujeito de verbo nem verbo de complemento; aposto e vocativo vêm isolados; adjunto adverbial deslocado para o começo pede vírgula. Quando a questão mandar justificar uma vírgula, procure primeiro qual termo saiu da posição normal.

  • Duas vírgulas em volta de uma oração com que costumam torná-la explicativa
  • Dois-pontos anunciam explicação, enumeração ou fala; nunca separam sujeito e verbo
  • O travessão substitui parênteses, e a banca testa se a troca preserva o sentido

Cebraspe, FGV, FCC e Vunesp cobram português do mesmo jeito?

Não, e ignorar isso custa caro. No Cebraspe você julga uma afirmação sozinha, sem alternativa para eliminar, e o item mais frequente pede reescrita: trocar um trecho por outro mantendo sentido e correção. Na FGV, o texto é longo, de tema público, e a gramática vem aplicada dentro dele.

A FCC trabalha com enunciado curto e nome técnico: quer que você reconheça a oração subordinada adverbial concessiva pelo nome dela. A Vunesp parte de crônica ou reportagem e gosta de sentido de palavra no contexto e de figuras de linguagem. Descubra quem assina o seu edital antes de montar caderno.

O que mais derruba candidato nesta matéria

  • Confiar que, se fala bem, lê bem. São habilidades diferentes, e a prova mede a segunda.
  • Começar pelo começo da gramática: fonética e classificação exaustiva de orações rendem pouco perto de crase, concordância e pontuação.
  • Responder interpretação com o que você acha do assunto, e não com o que o trecho autoriza.
  • Decorar macete de crase sem entender que ela soma preposição e artigo — o macete falha justamente nos casos que caem.
  • Treinar com questões de qualquer banca até a véspera, sem resolver um bloco no formato exato da sua prova.

4 questões comentadas de Português para treinar agora

Questões escritas pela nossa equipe no formato que as bancas usam. Responda antes de abrir o comentário.

Questão 1Língua Portuguesa

Leia o trecho: “O concurso não foi adiado por falta de candidatos. Foi adiado porque a prefeitura não conseguiu contratar a banca a tempo e, quando conseguiu, o calendário já estava tomado por outras seleções. Quem cobra pressa da comissão organizadora, portanto, cobra do lugar errado: a demora nasceu antes, na contratação.” De acordo com o trecho,

  1. Aa baixa procura pelos cargos contribuiu para o adiamento do concurso.
  2. Ba causa do adiamento está na contratação tardia da banca, e não na procura pelo cargo.
  3. Co calendário tomado impediu que a prefeitura contratasse a banca.
  4. Do autor defende que a comissão organizadora seja responsabilizada pela demora.
  5. Eo concurso foi cancelado por decisão da banca contratada.
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Gabarito: B. B. O trecho nega uma causa, a falta de candidatos, e apresenta outra, a contratação tardia. A atrai porque a expressão está no texto, só que negada. C inverte a ordem dos fatos: o calendário aperta depois da contratação. D é o oposto do que o autor diz ao afirmar que a cobrança vai para o lugar errado. E troca adiamento por cancelamento.

Questão 2Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase foi empregado de acordo com a norma-padrão.

  1. AComunicamos à todos os inscritos a mudança de local da prova objetiva.
  2. BA prova terá início às oito horas, na sala indicada no cartão de confirmação.
  3. CO edital faz referência à candidatos que solicitaram atendimento especial.
  4. DO recurso poderá ser enviado à partir do dia 10, pelo sistema de inscrição.
  5. EA comissão está disposta à rever a nota atribuída na prova discursiva.
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Gabarito: B. B: em hora determinada o acento é obrigatório, porque há preposição mais artigo feminino. A e C atraem porque o a parece pedir acento, mas todos e candidatos são masculinos e sequer admitem artigo feminino. D e E põem o sinal antes de verbo, partir e rever, onde crase nunca ocorre. Troque por palavra masculina: se der ao, o acento cabe.

Questão 3Língua Portuguesa

Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão da língua.

  1. AFazem dez anos que o município não realiza concurso público.
  2. BHouveram muitos recursos deferidos ainda na primeira fase.
  3. CDevem existir vagas remanescentes para o cadastro de reserva.
  4. DSegue anexo as declarações exigidas no item 5 do edital.
  5. EAluga-se salas para os cursos preparatórios do bairro.
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Gabarito: C. C está correta: existir é verbo pessoal, concorda com vagas e arrasta o auxiliar para o plural. A e B usam fazer de tempo e haver de existência, impessoais, que ficam no singular: faz dez anos, houve muitos recursos. D pede anexas, porque anexo é adjetivo e concorda com declarações. E tem sujeito paciente no plural: alugam-se salas.

Questão 4Língua Portuguesa

Considere o período: “Os candidatos que entregaram o laudo médico dentro do prazo foram convocados para a perícia.” Caso o trecho “que entregaram o laudo médico dentro do prazo” passe a ser isolado por vírgulas, o período informará que

  1. Aapenas parte dos candidatos entregou o laudo médico dentro do prazo.
  2. Btodos os candidatos entregaram o laudo no prazo e todos foram convocados.
  3. Cnenhum candidato entregou o laudo médico dentro do prazo estabelecido.
  4. Dos candidatos foram convocados antes de entregar o laudo médico.
  5. Ea convocação para a perícia dependeu de decisão da própria banca.
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Gabarito: B. B. Sem vírgula, a oração é restritiva e separa, dentro do grupo, quem entregou no prazo. Entre vírgulas, vira explicativa: a informação passa a valer para todos, e todos foram convocados. A descreve justamente a leitura da frase original, por isso atrai tanto. C e D afirmam fatos que nenhuma das versões sustenta, e E troca o critério da convocação.

Perguntas frequentes

português para concurso o que estudar primeiro?

Comece por interpretação de texto, que sustenta o resto da prova e aparece em qualquer nível de cargo. Depois pegue os blocos de maior retorno: crase, concordância verbal e nominal, regência, pontuação e coesão. Ortografia, acentuação e classes de palavras entram como manutenção diária. Fonética e análise exaustiva de orações ficam por último.

o que mais cai em português nos concursos?

Interpretação lidera, em qualquer formato de prova. Na gramática, voltam com mais frequência crase, concordância, regência, pontuação, uso dos pronomes, sentido de conectivos e substituição de trecho sem mudar o significado. O recorte exato depende do conteúdo programático do seu cargo: confira o anexo de matérias do edital antes de fechar o cronograma.

quantas questões de língua portuguesa caem na prova?

Depende do cargo e da banca; não existe número padrão. O edital traz a distribuição por disciplina, o peso de cada bloco e, em muitos casos, a nota mínima exigida na matéria para não ser eliminado. Confira esse capítulo antes de decidir quanto tempo dar a português no seu plano de estudo.

como estudar crase para concurso?

Entenda primeiro que crase é preposição a mais artigo a: sem os dois, não há acento. Depois use o teste da palavra masculina, porque se a frase equivalente pedir ao, a crase cabe. Só então decore os casos fixos, como hora determinada e à moda de. Feche cada sessão resolvendo questões, nunca lendo tabela.

qual banca cobra português mais difícil?

Não é questão de dificuldade, é de formato. O Cebraspe pesa porque você julga o item sozinho, sem alternativa para eliminar. A FGV cansa pelo tamanho do texto. A FCC exige o nome técnico da regra. A Vunesp cobra sentido de palavra no contexto. Treine no estilo de quem assina o seu edital e a sensação de dificuldade cai.

como treinar questões de português com gabarito?

Resolva blocos com o texto integral, sem espiar o gabarito. Ao corrigir, escreva para cada erro a linha do texto ou a regra que derruba a alternativa que você marcou. Se não achar essa linha, o erro foi de dedução, não de vocabulário. Esse caderno de erros rende mais na revisão do que qualquer resumo pronto.

Treine pela sua banca

Conteúdo original da Equipe Edital Hoje. As contagens de questões vêm do banco do Edital Hoje, atualizado semanalmente. Formato de prova, número de questões e critérios mudam a cada concurso: confira sempre o edital. Última revisão em 8 de setembro de 2026.