Questões de concurso

Questões de concurso de matemática: por que a prova cobra menos assunto do que você imagina

Questões de Matemática de provas anteriores, comentadas e separadas por banca

Acervo total do site2.140.130 questões
Bancas cobertas290 bancas
O que entra nesta matériaporcentagem, regra de três, juros simples e compostos, razão e proporção, conjuntos, funções, geometria básica, medidas
Melhor forma de treinarpor banca, no formato da sua prova

Atualizado em 8 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Matemática de concurso não é a matemática da escola: é um kit pequeno de ferramentas — porcentagem, regra de três, razão e proporção, juros simples, conjuntos e medidas — aplicado a situações de trabalho e do dia a dia. A banca testa se você lê o enunciado com atenção antes de calcular, não se você decorou fórmula extensa.

Mesa de estudo com caderno de questões de Matemática para concurso
Questões de concurso de Matemática: o que mais cai, como cada banca cobra e questões comentadas para treinar.

Como Matemática é cobrado em concurso

Você abre a prova e a matemática nunca pede o teorema raro — pede a conta que você já devia saber fazer rápido. Nos concursos de nível fundamental e médio, o pacote se repete edital após edital: porcentagem, regra de três simples e composta, razão e proporção, juros simples, conjuntos básicos e conversão de medidas. No nível superior, o mesmo pacote ganha camadas — juros compostos, funções, estatística descritiva, noções de combinatória — mas a espinha dorsal continua sendo a mesma conta aplicada com um passo a mais. A banca não premia quem lembra a fórmula de cor; premia quem separa o dado útil do enunciado longo e monta a conta certa antes de apertar a calculadora mental. Quem estuda pensando "matéria de escola" se perde revisando conteúdo que nunca aparece; quem estuda pensando "ferramenta de trabalho" resolve rápido porque já reconhece aquele tipo de situação.

Tipo de itemMúltipla escolha, geralmente cinco alternativas (A a E), uma conta objetiva por questão
Estilo de enunciadoSituação de trabalho ou do dia a dia embrulhando a operação: preço, prazo, produção, parcela
Recorte por nívelFundamental e médio cobram o pacote básico; superior soma juros compostos, funções e estatística
Ferramenta mais recorrentePorcentagem e regra de três aparecem disfarçadas de reajuste, desconto, rendimento ou produtividade
Pegadinha típicaBase da porcentagem trocada, proporção direta usada onde é inversa, ou unidade de medida diferente

Por que matemática de concurso não é a matemática da escola?

Na escola, matemática costuma vir separada por assunto: um bimestre de álgebra, outro de geometria, outro de estatística. Em concurso, o recorte é outro: entram só as operações que aparecem numa rotina de trabalho — calcular reajuste, dividir tarefa entre equipe, apurar juros de um contrato, conferir se a proporção de um material bate. É um conjunto pequeno e ele se repete de edital para edital, trocando só o cenário.

Quem entende isso para de "revisar tudo de novo" e passa a treinar o mesmo conjunto de ferramentas em situações diferentes. É esse treino de reconhecimento — não a quantidade de matéria estudada — que separa quem termina a prova de matemática rápido de quem trava em cada questão.

  • Porcentagem em reajuste, desconto e variação de estoque
  • Regra de três simples e composta em produtividade e prazo
  • Razão e proporção em divisão de equipe ou de material
  • Juros simples em empréstimo consignado ou multa de atraso

O que cai no nível fundamental e médio × no nível superior?

No fundamental e no médio, a prova fica no operacional: uma conta de porcentagem, uma regra de três, uma proporção, um juro simples, sempre com números redondos e um passo de raciocínio antes do cálculo. O objetivo é ver se você entende a situação e escolhe a operação certa, não se você resolve uma equação complexa.

No superior, o mesmo esqueleto ganha uma camada: juros compostos em vez de simples, uma função para descrever uma variação, uma leitura de tabela com média e desvio, às vezes uma noção de combinatória para contar possibilidades. Continua sendo aplicado a uma cena de trabalho — só que com mais uma etapa de raciocínio antes da conta final. Confira o edital do seu cargo para saber exatamente onde a régua do seu concurso para.

Qual o erro clássico antes mesmo de calcular?

O erro mais comum em matemática de concurso não é de conta, é de leitura: a pessoa vê um número, reconhece o "tipo" de questão e já sai calculando, sem separar o que o enunciado pede no fim. Isso derruba candidato de duas formas — resolver a pergunta errada (o enunciado pede a diferença e a pessoa entrega o total) ou usar a relação errada (tratar como proporção direta uma situação que é inversa, como tempo e número de trabalhadores).

O hábito que resolve isso é simples: sublinhar mentalmente o que a última frase do enunciado pede, antes de montar qualquer conta. Quem faz isso perde meio segundo e ganha a questão; quem pula direto para o cálculo perde a questão inteira por marcar a resposta certa de uma pergunta que não foi feita.

Regra de três simples ou composta: como saber qual usar?

Regra de três simples entra quando só duas grandezas variam juntas: se um pedreiro assenta X metros de piso em Y horas, quantos metros ele assenta em Z horas? Uma grandeza sobe, a outra acompanha, e pronto.

Regra de três composta entra quando três ou mais grandezas se movem ao mesmo tempo — mais gente trabalhando, mais dias disponíveis, mais peças produzidas. O truque não é decorar um esquema de setas: é perguntar, grandeza por grandeza, "se isso aumenta, o resultado aumenta ou diminui, mantendo o resto igual?". Mais gente trabalhando junto tende a aumentar a produção (relação direta); mais gente dividindo uma mesma tarefa fixa tende a reduzir o tempo de cada um (relação inversa). Errar essa pergunta de partida é o que inverte a conta inteira.

O que mais derruba candidato nesta matéria

  • Sair calculando antes de reler o que a última frase do enunciado realmente pede
  • Trocar a base da porcentagem: calcular sobre o valor final quando o enunciado pede a variação sobre o valor inicial
  • Tratar como proporção direta uma relação que é inversa (mais gente na tarefa reduz o tempo, não aumenta)
  • Ignorar a unidade de medida do enunciado, misturando mês com ano ou litro com metro cúbico
  • Aplicar fórmula de juros compostos numa situação de juros simples, ou o contrário, sem checar o que o texto descreve

4 questões comentadas de Matemática para treinar agora

Questões escritas pela nossa equipe no formato que as bancas usam. Responda antes de abrir o comentário.

Questão 1Matemática

Um órgão público reduziu, em um mês, o número de processos represados de 2.400 para 1.800. A redução no total de processos represados, em relação ao mês anterior, foi de

  1. A15%
  2. B20%
  3. C25%
  4. D30%
  5. E40%
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Gabarito: C. A variação usa sempre o valor inicial como referência: (2.400 − 1.800) ÷ 2.400 = 0,25. Quem erra costuma dividir a diferença, 600, pelo valor final, 1.800, e chega perto de 33%, sem alternativa correspondente; ou divide 1.800 por 2.400 e acha que 75% já é a resposta, confundindo o que sobrou com o que caiu.

Questão 2Matemática

Uma equipe de 4 servidores atende 60 processos em 5 dias de trabalho, mantendo o mesmo ritmo de produção por pessoa. Nas mesmas condições, quantos processos uma equipe de 6 servidores atenderia em 8 dias?

  1. A96
  2. B120
  3. C132
  4. D144
  5. E160
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Gabarito: D. Servidores e dias crescem junto com processos, então as duas relações são diretas: 60 ÷ (4 × 5) dá o rendimento por servidor-dia, 3; multiplicando por (6 × 8) = 48 servidor-dias, chega a 144. Quem erra costuma multiplicar só um dos fatores novos (ficando em 96 ou 120) ou inverter uma das relações por hábito de outra questão.

Questão 3Matemática

Um servidor tomou um empréstimo consignado de R$ 3.000,00, com juros simples de 2% ao mês, para quitar de uma só vez ao final de 6 meses. O valor total de juros pago ao final do prazo foi de

  1. AR$ 60,00
  2. BR$ 180,00
  3. CR$ 300,00
  4. DR$ 360,00
  5. ER$ 420,00
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Gabarito: D. Juros simples incidem sempre sobre o capital inicial, sem acumular sobre juros de meses anteriores: 3.000 × 0,02 × 6 = 360. Quem erra costuma multiplicar a taxa pelo capital e esquecer o número de meses, chegando a 60, ou supor que o juro de cada mês incide sobre um saldo que já cresceu, confundindo com capitalização composta.

Questão 4Matemática

Em um setor com 45 servidores, a razão entre o número de homens e o de mulheres é de 4 para 5. Quantas mulheres trabalham nesse setor?

  1. A18
  2. B20
  3. C24
  4. D25
  5. E27
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Gabarito: D. A razão 4 para 5 divide o total em 9 partes iguais: 45 ÷ 9 = 5 por parte. As mulheres formam 5 dessas partes, logo 5 × 5 = 25. Quem erra costuma dividir 45 direto por 4 ou por 5 sem somar as partes primeiro, ou trocar os grupos e marcar 20, que é na verdade o número de homens do setor.

Perguntas frequentes

Quais assuntos de matemática mais aparecem em concurso?

Porcentagem, regra de três simples e composta, razão e proporção, juros simples e conjuntos formam o núcleo comum à maioria das provas, do fundamental ao superior. No nível superior esse núcleo soma juros compostos, funções e noções de estatística. Confira o edital do seu cargo para o recorte exato de cada disciplina.

Preciso decorar fórmula de matemática financeira para o concurso?

Menos do que parece. O que a banca cobra é entender o que cada variável representa na situação — capital, taxa, tempo — para montar a conta certa. Quem decora fórmula sem entender a variável costuma travar quando o enunciado muda o formato da pergunta.

Regra de três simples e regra de três composta são a mesma coisa?

Não. A simples envolve duas grandezas variando juntas, como tempo e distância. A composta entra quando três ou mais grandezas se movem ao mesmo tempo, como número de pessoas, dias e quantidade produzida. O primeiro passo é sempre contar quantas grandezas o enunciado está relacionando.

Como evitar erro de interpretação em questão de matemática?

Releia a última frase do enunciado antes de montar a conta e confirme exatamente o que ela pede: o total, a diferença ou o percentual. A maior parte do erro em matemática de concurso não é de cálculo, é de responder a uma pergunta diferente da que foi feita.

Matemática de concurso é difícil para quem não gosta de números?

É mais sobre repetição do que sobre talento: o conjunto de ferramentas cobrado é pequeno e se repete de prova para prova. Quem treina o mesmo tipo de situação — porcentagem, regra de três, juros — várias vezes ganha velocidade mesmo sem afinidade natural com números.

Juros simples ou juros compostos: o que estudar primeiro?

Comece pelo simples, porque ele aparece em concursos de todos os níveis e serve de base para entender o composto depois. A diferença central é que o simples sempre incide sobre o capital inicial, enquanto o composto incide sobre o saldo já com juros acumulados de períodos anteriores.

Treine pela sua banca

Conteúdo original da Equipe Edital Hoje. As contagens de questões vêm do banco do Edital Hoje, atualizado semanalmente. Formato de prova, número de questões e critérios mudam a cada concurso: confira sempre o edital. Última revisão em 8 de setembro de 2026.