As questões do IADES misturam enunciado de tamanho médio com situação hipotética: a banca planta um caso e pergunta o que a lei ou o princípio manda fazer ali, não a definição decorada. É forte no Distrito Federal, em conselhos de classe e em órgãos federais, com prova de múltipla escolha de A a E. Ética e atualidades pesam bastante.

Como a banca IADES cobra
O IADES não é a banca do item certo ou errado nem a da doutrina em bloco. Ele monta um enunciado de tamanho médio, planta uma situação — um servidor que recebeu um presente, uma notificação de fiscalização, um processo que travou — e pergunta o que a norma ou o princípio manda fazer ali. A organizadora aparece com frequência em concursos do Distrito Federal e em conselhos profissionais, que cobram menos jurisprudência de tribunal superior e mais rotina de órgão público: atendimento, processo administrativo, conduta do servidor. Direito administrativo e ética no serviço público dividem espaço com atualidades ligadas à área do órgão que contrata. Português pesa em interpretação de texto argumentativo, não em regra solta de gramática. A prova é de múltipla escolha, cinco alternativas, e a errada quase sempre troca um detalhe da situação, não o conceito inteiro — por isso reler o comando muda o resultado.
| Tipo de item | Múltipla escolha, 5 alternativas (A a E) |
|---|---|
| Estilo de enunciado | Médio, quase sempre com situação hipotética antes da pergunta |
| Peso da letra de lei | Moderado — cobra o princípio por trás do artigo, não o texto seco decorado |
| Pegadinha típica | Troca um detalhe da situação (prazo, autoridade, hipótese legal) e mantém o resto igual |
| Área mais explorada | Direito administrativo, ética no serviço público e atualidades ligadas ao órgão |
| Perfil de concurso | Forte no Distrito Federal e em conselhos de classe e órgãos federais |
Como é a prova do IADES?
A maioria dos concursos do IADES usa prova objetiva de múltipla escolha, com cinco alternativas por questão. O enunciado costuma ter de três a seis linhas: primeiro descreve uma situação — um atendimento, um ofício, um pedido de um profissional fiscalizado — e só depois faz a pergunta. Não é o modelo de item certo ou errado, e também não é o modelo de texto longuíssimo com cinco parágrafos de doutrina. É um meio-termo que exige ler com atenção o comando: a banca costuma perguntar "nessa situação", "considerando o caso apresentado", e a resposta certa depende de um detalhe que está no enunciado, não fora dele.
O concurso do CRA-RJ, conselho profissional com edital aberto organizado pelo IADES, segue esse padrão: nível médio e superior, com blocos de conhecimentos gerais e específicos do cargo. Confira sempre o edital de cada concurso para o número de questões e o peso de cada disciplina — isso muda de órgão para órgão.
- Direito administrativo e atos da administração
- Ética no serviço público e conduta do servidor
- Atualidades ligadas à área do órgão
- Português com foco em interpretação de texto
- Conhecimentos específicos do cargo, que variam por edital
IADES cobra teoria pura ou situação prática?
Situação prática, na maior parte das vezes. O IADES raramente pergunta "o que diz o artigo tal" de forma seca. Ele prefere criar um cenário — um servidor de conselho de classe que recebe um pedido de registro incompleto, um profissional autuado que recorre — e perguntar qual é a conduta correta ou o instituto aplicável. Quem estudou só a definição do livro trava, porque a resposta certa exige encaixar o conceito na situação descrita, não recitar a teoria.
Isso vale mais ainda para concursos de conselho profissional, como o do CRA-RJ: o órgão tem poder de fiscalização sobre a categoria, e boa parte das questões de direito administrativo gira em torno desse poder — o que o conselho pode exigir, o que precisa de processo administrativo antes, quando cabe recurso.
Como o IADES cobra ética no serviço público?
Com situação, quase sempre. A banca gosta de descrever um servidor recebendo um convite, um brinde, um tratamento diferenciado de alguém que ele deveria fiscalizar com isenção, e pergunta se aquilo fere um dever funcional ou configura conflito de interesses. O código de ética do servidor público e os deveres de moralidade, impessoalidade e lealdade à instituição aparecem com frequência — não como texto decorado, mas como régua para julgar o caso.
Em conselhos profissionais isso pesa mais: o próprio conselho existe para fiscalizar a ética de uma categoria, então o examinador espera que o candidato já chegue entendendo por que moralidade administrativa importa tanto quanto legalidade.
Como estudar português e atualidades para o IADES?
Em português, treine interpretação de texto argumentativo — identificar tese, contra-argumento e a intenção do autor — mais do que decorar regra de crase isolada. O IADES costuma cobrar a gramática dentro do texto, perguntando o efeito de uma escolha de palavra ou a função de um conectivo no parágrafo, não a regra solta fora de contexto.
Em atualidades, o corte costuma ser temático e ligado à área do órgão: um concurso de conselho de administração tende a puxar temas de gestão pública, economia e mercado de trabalho; um concurso de saúde puxa temas de saúde pública. Acompanhar notícia genérica ajuda menos do que acompanhar o noticiário da área específica do edital.
O que mais derruba candidato nesta banca
- Decorar a definição do instituto e não treinar aplicá-la numa situação — é exatamente aí que o IADES pega o candidato.
- Tratar ética no serviço público como "matéria de bom senso" e não abrir o código de ética nem uma vez.
- Não reler o comando da questão situacional: trocar um detalhe do enunciado muda qual alternativa está certa.
- Estudar só a lei seca sem entender o princípio por trás dela, o que trava quando o enunciado foge do texto decorado.
- Ignorar atualidades da área do órgão achando que só cai política nacional genérica.
4 questões comentadas de IADES para treinar agora
Questões escritas pela nossa equipe no formato desta banca. Responda antes de abrir o comentário.
Leia o trecho: "A digitalização de processos em órgãos públicos reduziu prazos, mas não eliminou a necessidade de análise humana em casos que fogem ao padrão." Segundo o trecho, a digitalização de processos:
- ATornou dispensável a análise humana em qualquer situação.
- BDiminuiu prazos e, ao mesmo tempo, manteve a necessidade de análise humana em casos fora do padrão.
- CSó trouxe ganhos em casos que fogem ao padrão.
- DAumentou os prazos de tramitação dos processos.
- ESubstituiu totalmente o trabalho dos servidores públicos.
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Gabarito: B. O trecho usa "mas" para contrapor dois fatos que coexistem: prazo menor e análise humana ainda necessária em exceções. B repete essa relação sem distorcer. A e E extrapolam para "dispensável" e "substituiu totalmente", que o texto não afirma. C inverte o sentido, atribuindo o ganho só à exceção. D contraria a informação de que os prazos caíram.
Um conselho profissional recebe um pedido de registro com documentação incompleta. O servidor responsável, sem abrir prazo para o interessado corrigir a falha, indefere o pedido de imediato. Considerando os princípios que regem o processo administrativo, essa conduta:
- AEstá correta, porque documentação incompleta autoriza indeferimento automático em qualquer hipótese.
- BFere o direito ao contraditório e à ampla defesa, que em regra garantem a chance de sanar a falha antes do indeferimento.
- CÉ irrelevante, já que o interessado pode simplesmente protocolar um novo pedido depois.
- DSó seria incorreta se o interessado fosse servidor público.
- EDepende exclusivamente da vontade do servidor responsável pelo processo.
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Gabarito: B. O processo administrativo, salvo exceção prevista em lei ou regulamento do próprio conselho, garante ao interessado a chance de corrigir falha formal antes de um indeferimento definitivo. B aplica esse princípio à situação. A trata a exceção como regra geral. C ignora o prejuízo de recomeçar o processo. D cria uma distinção sem base. E transforma garantia processual em discricionariedade pura, o que não procede.
Um servidor de conselho de classe, responsável por analisar recursos de profissionais autuados, recebe de um deles, fora do processo, um convite pago para um evento e um pedido para "agilizar" a análise. De acordo com os deveres éticos do servidor público, a conduta correta é:
- AAceitar o convite, desde que não haja combinação explícita de troca de favores.
- BRecusar o convite e comunicar o fato à autoridade ou comissão de ética competente, mantendo o tratamento isonômico do processo.
- CAceitar o convite e, em compensação, apenas evitar decidir favoravelmente ao autuado.
- DRepassar o convite a um colega para que ele decida sobre o processo.
- EAceitar o convite se o valor envolvido for considerado baixo pelo próprio servidor.
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Gabarito: B. O dever de moralidade e impessoalidade exige recusar vantagem oferecida por parte interessada em processo sob análise do próprio servidor, além de registrar o episódio para a instância competente. B cobre as duas exigências. A ignora que a aparência de favorecimento já compromete a isenção. C e E tentam minimizar a vantagem recebida, o que o dever de moralidade não admite. D não resolve o conflito, apenas o transfere.
Nos últimos anos, órgãos públicos e conselhos profissionais têm ampliado o atendimento digital — protocolo online, assinatura eletrônica de documentos e consulta de processos pela internet. Um efeito direto comumente associado a essa mudança é:
- AO fim total da necessidade de qualquer atendimento presencial em todos os órgãos.
- BA eliminação do prazo processual para respostas da administração.
- CA ampliação do acesso do cidadão ao serviço sem depender do horário de expediente.
- DA redução obrigatória do quadro de servidores em todo órgão que digitaliza processos.
- EA substituição da lei que rege o processo administrativo por regras internas do órgão.
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Gabarito: C. A digitalização de serviços amplia o acesso porque o cidadão deixa de depender do horário de expediente para protocolar ou consultar algo. C descreve esse efeito real e comum. A exagera ao afirmar "fim total" do presencial, que ainda existe para muitos casos. B e D atribuem consequências que não decorrem necessariamente da digitalização. E confunde meio de atendimento com base legal do processo, que não muda.
Quais concursos abertos usam a banca IADES?
Estes editais com inscrições abertas têm a IADES como organizadora. Abrir o guia de um deles mostra cargos, salários, prazos e o que estudar.
Ver todos os editais abertos →Perguntas frequentes
questões do iades são difíceis?
Não são as mais decoreba do mercado, mas cobram atenção: o enunciado traz uma situação e a resposta certa depende de um detalhe dela. Quem só memoriza definição sem treinar aplicação sente mais dificuldade do que quem pratica questões nesse formato.
como é a prova do iades
Objetiva, de múltipla escolha com cinco alternativas, enunciado de tamanho médio e forte presença de situação hipotética antes da pergunta. O número de questões e o peso de cada disciplina variam por edital — confira sempre o edital do concurso específico.
iades desconta questão errada?
Em provas de múltipla escolha tradicional, o modelo mais comum do IADES, normalmente não há desconto por questão errada — mas isso pode variar conforme o edital de cada concurso. Confira sempre a regra de correção no edital antes da prova.
quantas alternativas tem a questão do iades
Cinco alternativas, de A a E, é o padrão mais comum nas provas organizadas pelo IADES. Ainda assim, o número exato e o formato do item devem ser conferidos no edital de cada concurso específico.
iades cobra muita lei seca?
Cobra a lei, mas raramente de forma solta: o mais comum é aparecer dentro de uma situação hipotética, testando se o candidato entende o princípio por trás do artigo, não apenas o texto decorado.
iades tem prova discursiva além da objetiva?
Alguns concursos organizados pelo IADES incluem etapa discursiva ou redação, além da prova objetiva; outros não. Isso depende do cargo e do edital — confira sempre a estrutura completa antes de montar o plano de estudo.
onde treinar questões do iades comentadas?
Praticar questões no formato da banca, com comentário explicando por que cada alternativa errada atrai o candidato, ajuda mais do que só reler teoria — é assim que se treina o raciocínio situacional que o IADES cobra.
Estude por matéria
Conteúdo original da Equipe Edital Hoje. As contagens de questões vêm do banco do Edital Hoje, atualizado semanalmente. Formato de prova, número de questões e critérios mudam a cada concurso: confira sempre o edital. Última revisão em 8 de setembro de 2026.