Questões de concurso

Questões de ética no serviço público: o que a banca cobra além do bom senso

Questões de Ética no Serviço Público de provas anteriores, comentadas e separadas por banca

Acervo total do site2.140.130 questões
Bancas cobertas290 bancas
O que entra nesta matériacódigo de ética do servidor, deveres e proibições, moralidade, conflito de interesses, comissões de ética, assédio
Melhor forma de treinarpor banca, no formato da sua prova

Atualizado em 8 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Questões de ética no serviço público cobram o texto de uma norma, não a opinião de quem responde: o Código de Ética do servidor público federal (Decreto 1.171/1994), o estatuto do cargo e os princípios da administração pública. A pegadinha mais comum troca a conduta ideal prevista na norma por uma prática comum no dia a dia do órgão, que soa razoável e está errada.

Mesa de estudo com caderno de questões de Ética no Serviço Público para concurso
Questões de concurso de Ética no Serviço Público: o que mais cai, como cada banca cobra e questões comentadas para treinar.

Como Ética no Serviço Público é cobrado em concurso

Ética no serviço público é a matéria em que o candidato confia demais na própria intuição e erra por isso. A banca não pergunta o que você faria; pergunta o que a norma manda fazer, e a norma às vezes é mais rígida que o senso comum. O Decreto 1.171/1994 concentra boa parte das questões: seus deveres fundamentais e suas vedações, quase decoráveis pela repetição de verbos como ser cortês de um lado e usar ou prejudicar do outro. Depois vêm os princípios constitucionais aplicados à conduta pessoal — moralidade e impessoalidade viram critério de decisão em casos de nepotismo, presente de particular e uso de cargo para vantagem própria. A banca gosta de situação hipotética: um servidor que aceita um favor pequeno, indica um parente, mistura o bem público com o particular. A resposta certa quase nunca é a mais permissiva. Comissão de ética, conflito de interesses e assédio moral completam o bloco, cada um com procedimento e consequência próprios que a prova cobra com precisão, não por aproximação.

Tipo de itemMúltipla escolha (4 a 5 alternativas) ou certo/errado, conforme a banca
Estilo de enunciadoSituação hipotética curta seguida de pergunta sobre a conduta correta
Peso da letra de normaAlto: Decreto 1.171/1994, Lei 8.112/1990 e estatuto do cargo, quase literais
Pegadinha típicaConduta 'de mundo real' plausível no lugar da conduta ideal prevista na norma
Tema mais recorrenteDeveres e vedações do Código de Ética; conflito de interesses; comissão de ética
O que não cobrar por opiniãoJulgamento moral pessoal: a resposta vem do texto normativo, não do bom senso

Por que 'usar o bom senso' derruba tanto candidato em ética?

Ética parece fácil porque todo mundo tem opinião sobre certo e errado. É essa confiança que a banca explora: monta um cenário em que a conduta mais comum ou mais compreensível não é a conduta prevista no Código de Ética. O candidato lê pelo filtro do que acha razoável, marca a alternativa que soa madura e erra.

A regra de ouro: quando uma alternativa descreve uma prática do dia a dia — ajudar um colega usando o sistema, aceitar um agrado pequeno, resolver informalmente — desconfie. A banca não está validando a prática; está testando se você sabe que ela é vedada.

  • Leia a situação hipotética procurando o verbo da norma, não a intenção do personagem
  • Elimine primeiro a alternativa mais 'razoável do ponto de vista humano'
  • Pergunte: essa conduta está nos deveres, nas vedações, ou em nenhum dos dois?

O que o Código de Ética do servidor público (Decreto 1.171/1994) exige na prática?

O Decreto 1.171/1994 organiza a matéria em dois blocos que a prova adora contrapor: deveres fundamentais e vedações. Entre os deveres está agir com zelo, presteza, urbanidade e lealdade, ser probo no exercício do cargo, e ter consciência de que o trabalho pertence ao serviço público, não a quem o ocupa. Entre as vedações estão usar o cargo para vantagem pessoal, prejudicar deliberadamente a reputação de colega e receber propina ou vantagem de qualquer espécie.

A banca testa a fronteira entre os dois blocos: monta uma questão em que a conduta parece um dever cumprido, mas viola uma vedação por trás — 'ser solícito com o cidadão' até furar fila ou dar tratamento privilegiado já é vedação, não zelo.

  • Deveres: zelo, presteza, urbanidade, lealdade à instituição, probidade
  • Vedações: usar o cargo em proveito próprio, receber vantagem indevida, prejudicar reputação alheia deliberadamente

Como identificar conflito de interesses e nepotismo numa situação hipotética?

Conflito de interesses aparece quando o interesse particular do servidor — financeiro, familiar ou de amizade próxima — pode influenciar uma decisão que ele deveria tomar de forma impessoal. A banca não exige prova de favorecimento efetivo; basta a situação em que interesse pessoal e interesse público se cruzam, porque a norma quer prevenir, não só punir.

Nepotismo é o exemplo mais cobrado: nomear ou favorecer cônjuge, companheiro ou parente para cargo de confiança, inclusive de forma cruzada entre órgãos. O candidato erra ao avaliar pela competência técnica do parente — isso não afasta a vedação, porque a regra protege a impessoalidade do processo de escolha. Uso de bem público para fim particular segue a mesma lógica e fere moralidade mesmo sem prejuízo financeiro comprovado.

  • Conflito de interesses não exige dano comprovado; a possibilidade de influência já configura a situação
  • Competência técnica do parente indicado não afasta a vedação de nepotismo
  • Uso de bem ou tempo de trabalho para fim particular é falta ética mesmo sem prejuízo ao erário

Para que serve a Comissão de Ética e quando ela é acionada?

A Comissão de Ética existe em cada órgão para orientar sobre a conduta do servidor, apurar denúncias e aplicar a pena de censura prevista no Código de Ética — sanção ética, não disciplinar. Ela não substitui a corregedoria nem o processo administrativo disciplinar; atua num plano diferente.

A prova gosta de separar falta ética de infração disciplinar, e é aqui que muita gente confunde os dois regimes. Uma conduta pode gerar apenas censura ética, apenas penalidade do estatuto, ou as duas ao mesmo tempo, porque são apurações independentes. Assédio moral costuma configurar as duas juntas: fere o Código de Ética e, dependendo da gravidade, também o regime disciplinar.

  • Comissão de Ética: orienta, apura denúncia ética e aplica censura no âmbito do próprio código
  • Falta ética e infração disciplinar são apurações independentes e podem ocorrer juntas ou separadas
  • A pena de censura é registrada no assentamento funcional do servidor

O que mais derruba candidato nesta matéria

  • Responder pela conduta 'mais humana' ou mais comum no ambiente de trabalho, em vez da conduta prevista na norma
  • Achar que competência técnica do parente indicado afasta a vedação de nepotismo
  • Confundir falta ética (apurada pela Comissão de Ética, pena de censura) com infração disciplinar (apurada por processo administrativo disciplinar)
  • Ignorar que conflito de interesses não exige prejuízo comprovado — basta a possibilidade de influência indevida
  • Tratar urbanidade e presteza como sinônimo de fazer exceção para o cidadão ou colega, quando isso fere impessoalidade

4 questões comentadas de Ética no Serviço Público para treinar agora

Questões escritas pela nossa equipe no formato que as bancas usam. Responda antes de abrir o comentário.

Questão 1Ética no Serviço Público

De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto 1.171/1994), assinale a alternativa que apresenta corretamente um dever fundamental do servidor público.

  1. ASer cortês apenas com os colegas de mesma hierarquia, reservando tratamento diferenciado às chefias
  2. BTer consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos
  3. CResolver informalmente pendências do cidadão fora do sistema oficial, quando isso agiliza o atendimento
  4. DPriorizar o atendimento de conhecidos e familiares que buscam o órgão, por dever de cortesia
  5. EGuardar sigilo sobre atos ilícitos de que tenha conhecimento no exercício do cargo, para preservar a instituição
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Gabarito: B. O Decreto 1.171/1994 lista entre os deveres fundamentais ter consciência de que o trabalho é regido por princípios éticos que se traduzem na boa prestação do serviço público. A alternativa A viola a urbanidade, que deve ser extensiva a todos, sem hierarquia de tratamento. C fere a impessoalidade e o dever de agir pelos canais formais. D descreve nepotismo disfarçado de cortesia. E contraria o dever de representar contra ilegalidade, e não de silenciar sobre ela.

Questão 2Ética no Serviço Público

Ainda conforme o Código de Ética do servidor público federal, é vedado ao servidor público:

  1. AComunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público
  2. BFacilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito
  3. CUsar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa
  4. DManter conduta compatível com a moralidade administrativa
  5. EAbster-se de qualquer ato que implique quebra da urbanidade no trato com colegas de serviço
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Gabarito: C. Usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa está expressamente entre as vedações do Código de Ética. As demais alternativas (A, B, D, E) descrevem deveres do servidor, não vedações — a questão testa se o candidato distingue os dois blocos, e não apenas se reconhece o texto do decreto.

Questão 3Ética no Serviço Público

Um servidor público integra comissão responsável por avaliar propostas de fornecedores em processo de contratação. Um dos participantes do certame é empresa da qual seu cônjuge é sócio minoritário, fato que ele não comunica à administração e sobre o qual continua a votar normalmente. Nessa situação, correto afirmar que:

  1. ANão há problema ético, pois o cônjuge é sócio minoritário e não administrador da empresa
  2. BConfigura-se conflito de interesses, e o servidor deveria ter comunicado o fato e se abstido de atuar no processo
  3. CA situação só se tornaria antiética se o servidor efetivamente favorecesse a empresa do cônjuge no julgamento
  4. DBasta que o servidor vote de forma tecnicamente correta para afastar qualquer vedação ética
  5. ETrata-se de mera informalidade administrativa, sem relevância para a ética funcional
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Gabarito: B. O conflito de interesses se configura pela possibilidade de o interesse particular influenciar a decisão, independentemente de dano comprovado; por isso a conduta esperada é comunicar o vínculo e se abster de participar do julgamento. A e E minimizam o vínculo familiar. C e D erram ao exigir prova de favorecimento efetivo ou correção técnica do voto — o dever de abstenção nasce da situação, não do resultado.

Questão 4Ética no Serviço Público

Sobre a Comissão de Ética prevista no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é correto afirmar que:

  1. ASubstitui o processo administrativo disciplinar sempre que a conduta apurada envolver questão moral
  2. BTem competência para aplicar demissão ao servidor que incorrer em falta ética grave
  3. CAtua na apuração de faltas éticas e pode aplicar a pena de censura, em âmbito distinto do processo disciplinar
  4. DSó pode ser acionada mediante denúncia formal assinada por outro servidor do mesmo órgão
  5. ESua decisão impede que o mesmo fato seja também apurado em processo administrativo disciplinar
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Gabarito: C. A Comissão de Ética atua no âmbito próprio do Código de Ética, orientando, apurando falta ética e aplicando a pena de censura, que é registrada nos assentamentos funcionais. A e E erram ao tratar a apuração ética como substituta do processo disciplinar — são instâncias independentes, que podem correr em paralelo. B extrapola a competência da comissão, que não aplica demissão. D restringe indevidamente a forma de provocação da comissão.

Perguntas frequentes

o que cai em ética no serviço público em concurso?

Cai principalmente o Decreto 1.171/1994 (deveres e vedações do servidor federal), princípios constitucionais aplicados à conduta pessoal, conflito de interesses, nepotismo, uso de bem público, assédio moral e o papel da Comissão de Ética. Bancas municipais somam o estatuto do servidor do próprio ente. Confira o edital para o recorte exato.

qual a diferença entre falta ética e infração disciplinar?

Falta ética é apurada pela Comissão de Ética do órgão e pode gerar a pena de censura, prevista no próprio Código de Ética. Infração disciplinar é apurada por processo administrativo disciplinar, com penalidades do estatuto do servidor. São apurações independentes: o mesmo fato pode gerar as duas ao mesmo tempo, ou só uma delas.

o que é o Decreto 1.171/1994?

É o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, que lista os deveres fundamentais do servidor (zelo, presteza, urbanidade, lealdade) e as vedações (usar o cargo para vantagem própria, prejudicar colega deliberadamente, receber propina). Também cria a estrutura das comissões de ética nos órgãos.

nepotismo é falta ética ou crime?

Nepotismo fere diretamente a moralidade e a impessoalidade administrativa e pode ser tratado como falta ética, apurada pela Comissão de Ética, e também como ato de improbidade administrativa, a depender da gravidade e do enquadramento legal do caso. Nomeação técnica do parente qualificado não afasta a vedação, porque o problema é o processo de escolha, não a competência de quem foi escolhido.

como estudar ética no serviço público para concurso?

Leia o Decreto 1.171/1994 na íntegra, separe fisicamente deveres de vedações em duas listas, e treine questões de situação hipotética aplicando a regra de ouro: desconfie da alternativa que soa como prática comum do dia a dia do órgão. Depois una isso aos princípios de direito administrativo, porque as bancas cruzam moralidade e impessoalidade com casos concretos de ética.

assédio moral no serviço público é falta ética?

Sim, e costuma acionar dois regimes ao mesmo tempo: fere o Código de Ética, podendo levar à censura pela Comissão de Ética, e, dependendo da gravidade e da reincidência, também configura infração disciplinar apurada pelo regime do estatuto do servidor. A prova cobra o reconhecimento dessa dupla consequência.

quais bancas mais cobram ética no serviço público?

A matéria aparece com frequência em concursos organizados por bancas como Iades, Quadrix, Ibam e Cebraspe, cada uma com estilo próprio de enunciado — de item de certo ou errado a situação hipotética de múltipla escolha. O conteúdo cobrado costuma ser o mesmo: Código de Ética, princípios e estatuto do cargo.

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Conteúdo original da Equipe Edital Hoje. As contagens de questões vêm do banco do Edital Hoje, atualizado semanalmente. Formato de prova, número de questões e critérios mudam a cada concurso: confira sempre o edital. Última revisão em 8 de setembro de 2026.