Concurso AGU

O que estudar para o concurso AGU sem esperar o edital sair

As matérias comuns às quatro carreiras da AGU, o que muda em cada uma e como montar seu edital verticalizado agora, usando o último concurso.

11 min de leitura · atualizado em 7 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Mesa de estudos com livros de direito empilhados, caderno aberto com anotações e um notebook exibindo uma planilha de tópicos
O que estudar para AGU começa pelo núcleo comum às quatro carreiras — são 170 vagas autorizadas e edital esperado até janeiro de 2027.

Você viu a notícia das 170 vagas, abriu o caderno para começar e travou na primeira pergunta: começar por onde? Sem edital publicado, a tentação é esperar. E esperar é justamente o que separa quem faz prova de quem passa: quando o edital sair, quem começou hoje já terá lido o tronco comum uma vez e estará revisando, enquanto o resto ainda estará escolhendo material.

A boa notícia é que você não precisa adivinhar. O concurso de 2023 deixou um mapa muito claro do que cai, e o núcleo dessas provas quase não muda de edição para edição. Aqui você vai ver quais matérias servem para as quatro carreiras, o que é específico de cada uma, em que ordem estudar e quanto tempo dar para cada disciplina por semana.

Dá para saber o que estudar antes do edital sair?

Dá — e o risco é menor do que parece. O Ministério da Gestão autorizou 170 vagas nas carreiras jurídicas da AGU (50 Advogado da União, 50 Procurador Federal, 50 Procurador da Fazenda Nacional e 20 Procurador do Banco Central), com edital esperado até janeiro de 2027 e formato unificado para as quatro carreiras.

Mesa de estudos com livros de direito empilhados, caderno aberto com anotações e um notebook exibindo uma planilha de tópicos
O que estudar para AGU começa pelo núcleo comum às quatro carreiras — são 170 vagas autorizadas e edital esperado até janeiro de 2027.

Enquanto isso não sai, o material mais confiável é o edital anterior. Os concursos de 2022/2023 foram aplicados pelo Cebraspe, com objetivas de 100 questões. O conteúdo programático deles é seu ponto de partida — não porque vá ser copiado letra a letra, mas porque o núcleo da advocacia pública é estável: constitucional, administrativo, civil e processo civil não saem do edital.

O que pode mudar é a moldura: a banca ainda não foi contratada, e a imprensa noticiou (sem confirmação) uma possível prova da ENAP como etapa eliminatória e a escolha de carreira antes da discursiva. Nada disso muda o que você lê nos próximos meses. Antes de montar o plano, veja as etapas e provas do concurso da AGU.

As matérias que caem em todas as carreiras

Comece pelo que serve para as quatro. Essas disciplinas aparecem na objetiva, voltam na discursiva e voltam na oral. São o investimento de maior retorno: nenhum minuto gasto nelas se perde se você mudar de carreira no meio do caminho.

  • Direito Constitucional — controle difuso e concentrado, direitos fundamentais, organização do Estado, competências, jurisprudência do STF. É a que mais aparece disfarçada dentro das outras. Recorte em Direito Constitucional para a AGU.
  • Direito Administrativo — atos, licitações e contratos, agentes públicos, responsabilidade civil do Estado, improbidade, processo administrativo. É a matéria do dia a dia do cargo. Detalhamento em Direito Administrativo para a AGU.
  • Direito Civil e Processo Civil — a advocacia pública é, na prática, contencioso: prescrição, responsabilidade civil, contratos, tutelas, execução contra a Fazenda, precatórios, recursos. Tudo em Direito Civil e Processo Civil para a AGU.
  • Direito Tributário e Financeiro — cai em todas as carreiras em algum grau, e é o coração da PFN.
  • Penal, Trabalho e Internacional — presentes no edital anterior em blocos menores. Não ignore, mas não comece por aqui.

Uma observação que economiza meses: o que dá ponto é a aplicação do direito material contra a Fazenda Pública. Estudar prescrição no Código Civil sem ver a prescrição quinquenal contra a Fazenda é estudar meia matéria.

Os grupos I, II e III: como o último edital organizou tudo

O edital de Procurador da Fazenda Nacional de 2023 é o exemplo mais didático. A objetiva, em 21 de maio de 2023, teve 100 questões, 100 pontos e 5 horas, com as matérias em três grupos, conforme a divulgação da época:

  • Grupo I — Tributário, Financeiro e Previdenciário.
  • Grupo II — Civil, Penal e Trabalho.
  • Grupo III — Constitucional, Administrativo e Internacional.

Por que isso importa agora? Porque provas divididas em grupos costumam exigir desempenho mínimo em cada um: não adianta ser um monstro em tributário e zerar o grupo do civil. Pesos e mínimos só o edital novo vai definir.

Guarde a lógica mesmo que os grupos mudem: garanta um piso em todas as matérias antes de buscar excelência em alguma. Como as provas de 2023 foram na prática está no resumo do último concurso da AGU.

O que muda de uma carreira para outra

O tronco é comum, mas cada carreira tem um bloco que decide a aprovação. Com edital unificado, você estuda o núcleo uma vez e reforça o específico da sua escolha — por isso decidir cedo ajuda. Em dúvida, compare em diferença entre as quatro carreiras da AGU.

Procurador da Fazenda Nacional (PGFN)

Representa a União em matéria fiscal e cobra a dívida ativa. O bloco pesado é Tributário, Financeiro e execução fiscal: constituição do crédito, prescrição e decadência, certidão de dívida ativa, embargos, exceção de pré-executividade, parcelamentos, transação. É o conteúdo mais técnico e concentrado das quatro. Caminho completo em Direito Tributário para Procurador da Fazenda Nacional.

Procurador Federal (PGF)

Atua pelas autarquias e fundações federais — INSS, Ibama, universidades, agências reguladoras. Isso põe Previdenciário no centro, junto com o regime jurídico das autarquias e o contencioso de massa: benefícios, custeio e processo judicial previdenciário. Detalhes em Direito Previdenciário para Procurador Federal.

Procurador do Banco Central (PGBC)

Representa e assessora o Banco Central. Além do núcleo comum, o estudo puxa para o sistema financeiro nacional em termos gerais, regulação e direito econômico. São 20 vagas, a menor oferta das quatro.

Advogado da União (PGU)

A mais generalista: representa e assessora a União na administração direta, dos ministérios à Presidência. O estudo é largo em vez de profundo num ramo — constitucional e administrativo com força, processo civil pesado e muita escrita, já que em 2023 a carreira teve três provas discursivas depois da objetiva.

Como montar seu edital verticalizado antes do edital sair

Edital verticalizado é o conteúdo programático quebrado em linhas pequenas, cada uma com espaço para marcar teoria, questões e revisões. É a diferença entre "estudar administrativo" (vago, infinito) e "responsabilidade civil do Estado — lido, 40 questões, 2 revisões".

  1. Cole o conteúdo programático da carreira, no edital de 2022/2023, numa planilha: uma linha por tópico.
  2. Crie colunas para teoria, lei seca, questões feitas, acertos e data da última revisão.
  3. Marque com cor o que você já viu na graduação ou na OAB. São atalhos, não lugares de conforto.
  4. Rode um diagnóstico com questões antigas, por tópico, sem estudar antes. O que passar de 70% de acerto entra em modo revisão; o resto, em modo teoria.
  5. Quando o edital novo sair, não refaça a planilha: compare linha a linha, marque o que entrou e risque o que saiu.
O verticalizado de 2023 não é o edital de 2027
Use o programa antigo como esqueleto, mas trate tudo como provisório. Número de questões, pesos, mínimos por grupo, quantidade de discursivas e a própria banca serão definidos pelo edital novo — que você precisa ler inteiro antes de ajustar o plano.

Em que ordem estudar e quanto tempo dar para cada matéria

Primeiro o que sustenta o resto, depois o que é específico. Constitucional e administrativo abrem o ciclo porque explicam a lógica de tudo o que vem depois — inclusive de tributário e previdenciário. Processo civil entra em seguida. A específica da carreira entra já no primeiro mês, em dose menor, e vai crescendo.

Sobre a proporção, pense em blocos: 40% do tempo no núcleo (constitucional, administrativo, civil e processo civil), 30% na específica da carreira, 20% em questões e revisão programada e 10% no rodízio das matérias menores. Com menos tempo, corte do rodízio — nunca da revisão.

Exemplo de semana de 20 horas (ajuste ao seu tempo real)
Segunda (3h): Constitucional 2h + 30 questões da matéria.
Terça (3h): Administrativo 2h + 30 questões.
Quarta (3h): Específica da carreira 2h (tributário, previdenciário ou econômico) + 30 questões.
Quinta (3h): Processo Civil 2h + 30 questões.
Sexta (3h): Civil 1h30 + rodízio (penal, trabalho, internacional) 1h + questões.
Sábado (4h): específica da carreira 2h + simulado ou 60 questões misturadas.
Domingo (1h): revisão do que você errou na semana.
Regra da casa: nenhuma sessão termina sem questões — teoria sem questão vira leitura, e leitura não é estudo.

Essa lógica já distribuída em semanas, com marcos de revisão e simulado, está no cronograma de estudos de 6 meses para a AGU.

Se a banca se repetir, o estilo certo/errado muda como você estuda

A banca do novo concurso ainda não foi contratada. Mas os últimos concursos foram do Cebraspe, e vale entender o que muda se ele voltar: o formato de item certo ou errado, em que você julga uma afirmação isolada em vez de escolher entre cinco alternativas.

Candidato sentado em carteira de sala de prova preenchendo um cartão-resposta com caneta preta
Em 2023, as provas objetivas da AGU tiveram 100 questões; o formato do novo concurso será definido pelo edital.

Isso muda o estudo. Não existe eliminação por comparação: ou você sabe a regra, ou o item é uma moeda. O detalhe literal pesa — prazo trocado, "poderá" no lugar de "deverá", exceção apresentada como regra. E, quando há desconto por erro, responder tudo deixa de ser estratégia e vira risco.

  • Estude com lei seca do lado, não só resumo: o item nasce de uma palavra do texto legal.
  • Anote exceções em lista própria. Grande parte dos itens errados é uma exceção vendida como regra geral.
  • Treine julgar afirmações: pegue uma frase do resumo, mude uma palavra e decida se ficou certa ou errada.
  • Meça sua taxa de acerto por matéria e defina um limite pessoal de chute: blocos em que você erra mais não merecem o mesmo comportamento na prova.

E se vier outra banca? Nada disso se perde: lei seca, exceções e volume de questões servem para qualquer formato. O que muda é a política de chute. Acompanhe em qual será a banca do concurso da AGU.

Os erros que fazem perder mais tempo nessa fase

Quase todo mundo que fica pelo caminho comete dois destes. Eles não parecem erros — parecem dedicação.

Quatro armadilhas do pré-edital
1. Esperar o edital para começar. Entre a publicação e a prova costuma haver poucos meses; ninguém aprende quatro ramos do direito nesse intervalo.
2. Estudar só a matéria específica. Se a prova for dividida em grupos como em 2023, o mínimo de cada grupo elimina antes da soma final.
3. Acumular material. Três livros por matéria é forma sofisticada de não estudar nenhum.
4. Deixar a discursiva para o fim. Em 2023, Advogado da União teve três provas discursivas — escrever só melhora com repetição.

O antídoto do quarto item é barato: uma peça ou uma dissertação por semana, desde já, sobre um tema que você acabou de estudar. Você aproveita a teoria fresca e transforma leitura em texto. O que costuma cair está em como é a prova discursiva da AGU.

E revise a lógica do concurso a cada ajuste de plano: vagas, carreiras, etapas. O guia completo do concurso da AGU é o mapa para onde voltar quando bater dúvida de rota.

Perguntas frequentes

o que estudar para AGU antes do edital sair

Comece pelo núcleo comum às quatro carreiras: Constitucional, Administrativo, Civil e Processo Civil. Depois acrescente a matéria específica da carreira que você mira. Use o conteúdo programático de 2022/2023 como esqueleto e ajuste quando o edital novo sair, esperado até janeiro de 2027.

quais são as matérias do concurso AGU

No último concurso, o edital de Procurador da Fazenda Nacional dividiu as matérias em três grupos: I com Tributário, Financeiro e Previdenciário; II com Civil, Penal e Trabalho; III com Constitucional, Administrativo e Internacional. As disciplinas do novo edital só serão conhecidas na publicação.

quantas questões tem a prova objetiva da AGU

Em 2023, as objetivas de Advogado da União, Procurador Federal e Procurador da Fazenda Nacional tiveram 100 questões cada; a da Fazenda valeu 100 pontos, com 5 horas de duração. Para o novo concurso, número de questões, pesos e duração serão definidos pelo edital.

o que cai em cada carreira da AGU

O tronco é o mesmo, o reforço muda. Procurador da Fazenda Nacional puxa Tributário, Financeiro e execução fiscal. Procurador Federal puxa Previdenciário e o regime das autarquias. Procurador do Banco Central puxa sistema financeiro e regulação. Advogado da União é o mais generalista, com peso em Constitucional, Administrativo e Processo Civil.

como montar um edital verticalizado para a AGU

Pegue o conteúdo programático do edital anterior, quebre cada tópico em uma linha de planilha e crie colunas para teoria, lei seca, questões feitas, acertos e última revisão. Use um diagnóstico com questões antigas para separar o que precisa de teoria do que já vai para revisão. Quando o edital novo sair, compare linha a linha.

quantas horas por dia estudar para o concurso da AGU

Mais importante que o total é a distribuição. Uma semana de 20 horas bem dividida rende mais que 30 desorganizadas: cerca de 40% no núcleo comum, 30% na específica da carreira, 20% em questões e revisão e 10% nas disciplinas menores. Nenhuma sessão deve terminar sem questões.

a prova da AGU é do Cebraspe

A banca do novo concurso ainda não foi contratada nem definida. Os últimos concursos, com provas em 2023, foram do Cebraspe. Enquanto não há definição, estude com lei seca e volume de questões — o que funciona em qualquer formato — e ajuste a política de chute quando o edital anunciar a banca.

quantas vagas o concurso da AGU vai ter

Foram autorizadas 170 vagas nas carreiras jurídicas: 50 para Advogado da União, 50 para Procurador Federal, 50 para Procurador da Fazenda Nacional e 20 para Procurador do Banco Central. A AGU anunciou edital unificado para as quatro, com etapas e cronograma comuns. As demais regras virão no edital.

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Conteúdo original da Equipe Edital Hoje, escrito para concursos públicos brasileiros. Critérios de correção variam por banca e por edital: confira sempre o edital do seu concurso. Última revisão em 7 de setembro de 2026.