Concurso AGU

Cronograma de estudos AGU: o plano de 6 meses até o edital sair

Veja como montar um cronograma de estudos AGU de 6 meses: fases, horas por semana para quem trabalha e integral, discursiva e provas anteriores.

10 min de leitura · atualizado em 7 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Pessoa estudando à mesa com calendário de seis meses, livros de direito e caderno de anotações
Um cronograma de estudos AGU de seis meses cabe na janela até o edital esperado para janeiro de 2027.

Você decidiu que vai prestar o concurso da AGU e a primeira pergunta é sempre a mesma: quanto tempo falta e o que estudar primeiro. Com o edital esperado até janeiro de 2027, dá para montar um cronograma de estudos AGU de seis meses com fôlego para cobrir a base, entrar nas matérias específicas de cada carreira e ainda sobrar tempo para discursiva e simulado.

Este cronograma parte de hoje (setembro de 2026) e assume prova estimada para o início de 2027 — não uma data oficial. Se o edital sair antes ou depois do previsto, você ajusta as semanas, não o método: base primeiro, discursiva desde o mês 2, provas anteriores a partir da metade do caminho, simulado completo no fim.

Quanto tempo leva para passar na AGU

Não existe uma resposta única para quanto tempo leva para passar na AGU: depende de quanto estudo você já tem, de quantas horas consegue estudar por semana e de quando o edital realmente sair. Ainda assim, dá para montar um cronograma de seis meses que funciona tanto para quem começa do zero quanto para quem já tem base de direito constitucional e administrativo. Para entender o concurso como um todo antes de entrar no cronograma, vale o guia completo do concurso AGU.

Pessoa estudando à mesa com calendário de seis meses, livros de direito e caderno de anotações
Um cronograma de estudos AGU de seis meses cabe na janela até o edital esperado para janeiro de 2027.

O que se sabe até agora: a autorização para as 170 vagas das quatro carreiras jurídicas saiu em 2 de julho de 2026, e a regra geral dá ao órgão até seis meses para publicar o edital — por isso ele é esperado até janeiro de 2027, embora a própria AGU tenha declarado intenção de publicá-lo ainda em 2026. Entre a publicação do edital e a prova costuma haver pelo menos dois meses, o que aponta provas no início de 2027 — uma estimativa, não uma data confirmada. Acompanhe as atualizações em quando sai o edital da AGU.

Seis meses é o horizonte que cabe dentro dessa janela estimada. Se o edital demorar mais, esse tempo extra vira reforço nas matérias específicas e mais simulado; se sair antes do previsto, o cronograma se aperta, mas a ordem das fases continua a mesma. Isso volta lá na frente, quando o edital realmente sair.

As 4 fases de um cronograma de estudos AGU de 6 meses

Um cronograma de estudos AGU de seis meses funciona melhor dividido em quatro fases, cada uma com um objetivo diferente — e elas se sobrepõem um pouco, porque discursiva e revisão começam antes da fase que leva o nome delas.

  1. Mês 1 e 2 — base comum às quatro carreiras: direito constitucional e direito administrativo primeiro, porque aparecem nas quatro carreiras e sustentam o resto; direito civil e processo civil na sequência, para fechar a base antes de entrar no que é específico de cada carreira.
  2. Mês 2 a 4 — matérias específicas da carreira que você mira: direito tributário e financeiro para quem mira a Procuradoria da Fazenda Nacional, previdenciário para quem mira o Procurador Federal, e o aprofundamento de constitucional e administrativo que cada carreira cobra mais. A diferença entre as carreiras da AGU ajuda a decidir onde pesar a mão.
  3. Mês 4 e 5 — revisão ativa e discursiva mais forte: menos matéria nova, mais questão e mais texto discursivo cronometrado, revisando o que já foi estudado com foco no que ainda erra.
  4. Mês 5 e 6 — simulados completos e ajustes: provas inteiras, cronometradas, simulando o dia real, e correção do que sobrar de ponto fraco antes do prazo estimado da prova.

Repare que a discursiva não tem fase própria no fim: ela entra desde o mês 2, junto com as matérias específicas, porque escrever bem sob cronômetro é habilidade que só se constrói com repetição ao longo do tempo — não em duas semanas de sprint antes da prova. O o que estudar para o concurso AGU detalha o conteúdo de cada fase matéria por matéria.

Quantas horas estudar por semana: quem trabalha x quem estuda em tempo integral

Quantas horas estudar por semana muda bastante entre quem concilia o estudo com trabalho e quem estuda em tempo integral — e o cronograma de seis meses precisa ser realista com o seu cenário, não com o de outra pessoa.

  • Quem trabalha: um ritmo sustentável costuma ficar entre 12 e 20 horas semanais, distribuídas em blocos curtos nos dias de semana e um bloco maior no fim de semana para simulado ou revisão.
  • Quem estuda em tempo integral: dá para chegar a 30-40 horas semanais, o que permite avançar mais rápido pela base e entrar mais cedo nas matérias específicas — mas também exige mais disciplina para não perder ritmo ao longo de seis meses.
  • Esses números são referência de rotina de estudo, não critério de banca nem promessa de aprovação — ajuste ao que você consegue manter toda semana, porque constância pesa mais do que um pico isolado de horas.
Linha do tempo dividida em seis blocos mensais com marcações das fases de estudo
As quatro fases do cronograma de estudos AGU: base comum, matérias específicas, revisão com discursiva e simulados.
Semana modelo na fase de matérias específicas (mês 3)
Segunda: 2h de constitucional ou administrativo, revisão + questões.
Terça: 2h da matéria específica da carreira (tributário, previdenciário ou o aprofundamento que sua carreira exige).
Quarta: 1h30 de discursiva cronometrada — uma questão dissertativa ou uma peça.
Quinta: 2h de civil ou processo civil, revisão + questões.
Sexta: 1h de revisão da discursiva de quarta, com os critérios de correção.
Sábado: 3h de bloco maior — questões de prova anterior ou revisão geral da semana.
Domingo: descanso ou leitura leve de jurisprudência, sem cronômetro.

Quando começar a treinar discursiva no cronograma da AGU

Quem começa do zero costuma cometer o mesmo erro: estudar só teoria por meses e deixar a discursiva para depois, "quando já souber a matéria toda". O problema é que ninguém sabe a matéria toda antes da prova, e escrever bem é habilidade separada de saber o conteúdo — precisa de treino próprio, com tempo suficiente para virar hábito.

Por isso, o cronograma de seis meses encaixa a primeira discursiva já no mês 2, quando a base de constitucional e administrativo já tem conteúdo suficiente para sustentar uma resposta. Não precisa ser perfeita: o objetivo nesse ponto é pegar o ritmo de escrever à mão, sob cronômetro, e revisar com critério — não produzir um texto de banca. O guia de discursiva AGU detalha o que costuma cair e como treinar cada formato.

O erro mais comum de quem começa do zero
Estudar só teoria e adiar a discursiva é o erro que mais atrasa quem começa um cronograma para a AGU. Sem prática de escrita desde cedo, a discursiva vira o gargalo dos últimos dois meses — bem na hora em que também é preciso revisar tudo e fazer simulado. Encaixar uma discursiva por semana desde o mês 2 evita esse acúmulo.

A frequência pode ser baixa no começo — uma discursiva por semana já ajuda — e sobe conforme o cronograma avança para a fase de revisão, no mês 4 e 5, quando o texto deveria sair mais rápido e com menos erro de forma.

Quando começar a resolver provas anteriores e simulados da AGU

Provas anteriores servem para dois momentos diferentes do cronograma, e confundir os dois é outro erro comum. No começo, servem para mapear o estilo de cobrança da última banca; mais para a frente, servem para simular a prova real, cronometrada, inteira, sem consulta.

Dá para começar a resolver questões soltas do último concurso AGU (2023) assim que terminar a base, entre o fim do mês 2 e o começo do mês 3 — nesse ponto elas ajudam a fixar o que já foi estudado e mostram o nível de profundidade que a última banca cobrou. A banca do próximo concurso ainda não foi definida (os dois últimos foram do Cebraspe), mas o padrão de conteúdo de 2023 continua sendo a referência mais próxima que existe.

Já o simulado completo — prova inteira, cronometrada, do jeito que vai ser no dia — só compensa depois que boa parte do conteúdo já foi vista, normalmente a partir do mês 5. Simular cedo demais, sem base suficiente, mede mais o que falta estudar do que a prontidão real para a prova. O simulado da AGU explica como montar esse treino cronometrado com o material disponível hoje.

Como ajustar o cronograma quando o edital da AGU sair

O cronograma acima parte do que se sabe hoje (07/09/2026). Quando o edital sair, três coisas vão mudar de estimativa para fato: a banca, o conteúdo programático exato de cada prova e a data real da prova — e é nesse momento que o cronograma precisa de ajuste, não antes.

Há também pontos do formato que a imprensa especializada já noticiou, mas que seguem sem confirmação: uma possível prova da ENAP como etapa anterior e a escolha da carreira só depois dela. Trate isso como hipótese até o edital confirmar — não vale reorganizar o cronograma em cima do que ainda pode mudar. Acompanhe a confirmação em qual banca vai aplicar o concurso AGU e em etapas e provas do concurso AGU.

Na prática, ajustar o cronograma quando o edital sair costuma significar: conferir se o conteúdo programático bate com o que você já estudou, comprimir ou esticar a fase de revisão conforme a distância até a prova, e migrar o treino de discursiva para o formato exato de correção da banca confirmada. A estrutura de seis meses continua servindo de esqueleto — o que muda são os detalhes finos, não a ordem das fases.

Perguntas frequentes

como estudar para a AGU do zero

Comece pela base comum às quatro carreiras — constitucional e administrativo, depois civil e processo civil — antes de entrar nas matérias específicas. Encaixe a primeira discursiva já no mês 2 e deixe provas anteriores e simulado completo para a segunda metade do cronograma, quando já houver conteúdo suficiente para sustentar as respostas.

quanto tempo leva para passar na AGU

Não há um número fixo: depende da base que você já tem, das horas semanais e de quando o edital sair. Um cronograma de seis meses cabe na janela estimada entre hoje e o início de 2027, mas quem já tem constitucional e administrativo avançados pode precisar de menos tempo na fase de base.

quantas horas estudar por semana para a AGU

Quem concilia estudo com trabalho costuma sustentar entre 12 e 20 horas semanais; quem estuda em tempo integral consegue chegar a 30-40 horas. Esses números são referência de rotina, não critério oficial — o que mais importa é manter a mesma carga toda semana ao longo dos seis meses.

quando começar a treinar discursiva no cronograma da AGU

Desde o mês 2, assim que a base de constitucional e administrativo já sustenta uma resposta. Adiar a discursiva para o fim é o erro mais comum de quem começa do zero: sem prática desde cedo, ela vira gargalo justamente quando também é preciso revisar tudo e fazer simulado.

quando começar a fazer provas anteriores da AGU

Questões soltas do último concurso (2023) já ajudam a partir do fim do mês 2, assim que a base estiver pronta. O simulado completo, cronometrado e sem consulta, compensa mais a partir do mês 5, quando boa parte do conteúdo já foi estudada e o objetivo passa a ser treinar a prova inteira.

concurso AGU do zero, por onde começar

Pelo direito constitucional e administrativo, porque aparecem nas quatro carreiras jurídicas e sustentam as matérias específicas que vêm depois. Só depois de fechar essa base entre no que é próprio da carreira que você mira, como tributário para a Fazenda Nacional ou previdenciário para o Procurador Federal.

como ajustar o cronograma de estudos quando o edital da AGU sair

Confira se o conteúdo programático publicado bate com o que você já estudou, ajuste a duração da fase de revisão conforme a distância até a prova e migre o treino de discursiva para o formato de correção da banca confirmada. A ordem das fases do cronograma continua valendo — o que muda são os detalhes finos.

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Conteúdo original da Equipe Edital Hoje, escrito para concursos públicos brasileiros. Critérios de correção variam por banca e por edital: confira sempre o edital do seu concurso. Última revisão em 7 de setembro de 2026.