Concurso AGU

Discursiva AGU: o que costuma cair e como treinar antes do edital sair

Veja o que costuma compor a prova discursiva da AGU, como treinar peça e questões discursivas desde já e como a correção por quesitos costuma funcionar.

10 min de leitura · atualizado em 7 de setembro de 2026 · por Equipe Edital Hoje

Candidato escrevendo à mão em folha de prova discursiva sobre uma mesa organizada de sala de concurso
Na discursiva AGU, o último concurso (2023) teve três provas por carreira — o formato do próximo ainda depende do edital.

Você já decidiu que vai prestar o concurso da AGU e ouviu falar que a discursiva pesa tanto quanto a objetiva — para muita gente, mais. No último concurso, em 2023, cada carreira jurídica teve três provas discursivas depois da objetiva, e foi ali que boa parte de quem sabia o conteúdo perdeu vaga: sabia a matéria, mas errou a forma de responder.

O edital do concurso unificado ainda não saiu, e o formato e os temas da discursiva de 2027 serão definidos nele — isso o texto vai repetir sempre que for preciso. Mas dá para treinar desde já: o que costuma compor uma discursiva de advocacia pública, como escrever à mão sob cronômetro, e como montar uma rotina semanal até a banca ser confirmada.

Quantas provas discursivas tem o concurso AGU

No último concurso (2023), a carreira de Advogado da União teve três provas discursivas depois da fase objetiva, antes de seguir para a inscrição definitiva e a prova oral. É esse o retrato mais recente que temos: confira as etapas do concurso AGU completas, do jeito que foram no último certame, e o panorama geral no guia completo do concurso AGU.

Candidato escrevendo à mão em folha de prova discursiva sobre uma mesa organizada de sala de concurso
Na discursiva AGU, o último concurso (2023) teve três provas por carreira — o formato do próximo ainda depende do edital.

O que muda agora é o formato do próprio concurso. Um grupo de trabalho da AGU discute, desde julho de 2026, um edital unificado para as quatro carreiras jurídicas — Advogado da União, Procurador Federal, Procurador da Fazenda Nacional e Procurador do Banco Central. A imprensa especializada chegou a noticiar uma possível prova da ENAP como etapa anterior e a escolha da carreira só depois dela, mas isso ainda não foi confirmado: trate como hipótese até o edital sair.

Ou seja: quantas discursivas o novo concurso vai ter, com quantas questões cada uma e em que ordem — isso o edital vai definir. O que dá para levar do último concurso é o desenho geral da fase: mais de uma prova discursiva, cada uma cobrindo um recorte diferente do conteúdo, com peso relevante na classificação final. Acompanhe quando isso deve sair com o cronograma do edital da AGU.

A banca ainda não está definida
Os dois últimos concursos da AGU (2022/2023) foram organizados pelo Cebraspe, mas a banca do novo concurso ainda não foi contratada. Este artigo usa o Cebraspe como referência de como a correção por quesitos costuma funcionar, porque foi a banca do último concurso — não porque ela já esteja confirmada para o próximo. Acompanhe a definição em qual banca vai aplicar o concurso AGU.

O que costuma cair na discursiva de advocacia pública

Sem o edital novo, ninguém sabe os temas exatos. Mas dá para descrever, em termos gerais, os dois formatos que discursivas de carreiras de advocacia pública costumam misturar — e treinar cada um deles já.

Questões dissertativas por área do direito

É o formato mais comum: um enunciado curto, às vezes um caso concreto, pedindo que você discorra sobre um instituto jurídico específico. Cada carreira tende a puxar mais para a área que ela mais usa no dia a dia — direito constitucional e administrativo aparecem nas quatro, tributário pesa mais para quem mira a Fazenda Nacional, previdenciário para quem mira o Procurador Federal. Isso é leitura do que cada carreira faz, não promessa de tema: confira sempre a diferença entre as carreiras da AGU para entender por que a ênfase muda.

Peça processual ou parecer

O outro formato clássico de discursiva em advocacia pública é a peça — uma petição, um recurso, uma manifestação — ou o parecer, no qual você assume o papel de quem vai orientar a administração diante de um caso. Aqui não basta saber a teoria: você precisa estruturar a peça na forma certa, com os elementos que ela exige, e fundamentar a partir do caso apresentado, não do que você decorou de cor sobre o tema.

  • Questão dissertativa: testa se você domina o instituto jurídico e sabe explicá-lo com precisão.
  • Peça processual: testa se você sabe aplicar o instituto dentro da forma exigida pelo caso.
  • Parecer: testa se você sabe orientar a administração com fundamentação clara e conclusão objetiva.
  • Os três formatos cobram norma culta e objetividade — texto que sobra em enrolação tende a perder pontos que renderiam mais em conteúdo.

Como estudar discursiva AGU antes de saber o edital

A vantagem de treinar antes do edital é que a discursiva de advocacia pública não muda tanto de banca para banca no que ela exige de você: domínio do instituto, fundamentação e forma. Quatro hábitos resolvem a maior parte disso.

  1. Escreva à mão, sempre. Quem só digita treina raciocínio, mas não treina a mão nem o ritmo de quem passa uma hora escrevendo sem parar. Cansaço na letra e queda de atenção na última página só aparecem quando você já escreveu bastante à mão antes da prova.
  2. Cronometre cada treino. Defina um tempo antes de começar e escreva sob esse relógio, do jeito que vai ser no dia da prova. Sem cronômetro, você não descobre se sabe o conteúdo e se sabe entregá-lo no tempo que vai ter.
  3. Estude jurisprudência e legislação seca junto, não depois. Ler o artigo de lei sem saber como o STF ou o STJ aplicam aquele instituto deixa a resposta incompleta; ler só jurisprudência sem saber a letra da lei deixa a resposta imprecisa. Uma discursiva bem avaliada costuma amarrar as duas coisas na mesma resposta.
  4. Revise com critério, não só relendo. Depois de escrever, confira ponto a ponto: respondeu o que foi pedido? Fundamentou com base legal ou jurisprudência, e não só com opinião? A peça tem a estrutura que aquele tipo de peça exige? Reler sem esses critérios raramente encontra o que está faltando.
Mesa de estudo com legislação, cadernos de jurisprudência e um cronômetro ao lado de uma folha de rascunho
Treinar discursiva AGU é escrever à mão sob cronômetro, juntando legislação seca e jurisprudência na mesma resposta.
Comece pelo que já existe: as provas de 2023
Mesmo sem edital novo, as discursivas do último concurso continuam sendo o melhor material de treino disponível — mostram como a banca daquele momento cobrou instituto, caso e forma. Revise o último concurso AGU (2023) antes de partir para material genérico de curso, e organize o restante do conteúdo pelo o que estudar para o concurso AGU.

Sobre curso de discursiva AGU: vale menos o nome do curso e mais se ele te faz escrever — muita gente assiste aula sobre como fazer discursiva e nunca escreveu uma peça inteira sob cronômetro. Escolha o curso pela quantidade de exercícios que ele cobra que você entregue, não pela quantidade de teoria.

Como a discursiva costuma ser corrigida por quesitos

Quando a banca é o Cebraspe — como foi nos dois últimos concursos da AGU —, a correção costuma seguir uma lista de quesitos: pontos específicos que o comando pede e que o corretor confere um a um. Não é uma leitura livre do seu texto; é uma conferência item por item, e cada quesito ausente é ponto que não tem como aparecer, mesmo num texto bem escrito.

Isso muda a forma de escrever: em vez de um texto corrido e elegante, o que pontua é responder cada parte do comando na ordem em que ela foi pedida, com a resposta logo na primeira frase de cada parágrafo. O guia como responder cada quesito da discursiva do Cebraspe detalha esse método com exemplo de comando e de planejamento de rascunho — vale treinar assim mesmo antes de saber se a próxima banca será a mesma.

Se você nunca escreveu uma discursiva jurídica antes, comece pela base: como estruturar um texto dissertativo, como não fugir do comando e como revisar sem gastar o tempo todo relendo à toa. Isso está no guia completo de redação para concurso, que serve de fundação para depois entrar nas particularidades de peça e parecer.

Enquanto a banca não é confirmada, treinar pelos critérios do Cebraspe é a aposta mais segura: foi o padrão dos dois últimos concursos, e o método de responder por quesito — objetivo, direto, sem enrolação — costuma valer bem mesmo se a banca mudar. Praticar questões discursivas do Cebraspe de outros concursos jurídicos ajuda a fixar esse padrão.

Um plano de treino semanal para a discursiva da AGU

Sem data de prova definida, a armadilha é treinar sem rotina — um texto aqui, outro dali, sem repetição suficiente para virar hábito. Uma semana de treino fixa resolve isso enquanto o edital não sai. Ajuste os dias e os temas ao seu cronograma de estudos, mas mantenha a estrutura.

Semana-tipo de treino para a discursiva
Segunda: uma questão dissertativa cronometrada (60 min), sobre um instituto de direito constitucional ou administrativo.
Terça: revisão da questão de segunda com os critérios (respondeu o pedido? fundamentou com base legal ou jurisprudência? texto limpo?) + leitura de jurisprudência recente sobre o mesmo instituto.
Quarta: uma peça processual ou parecer cronometrado (90 min), alternando entre os temas mais próprios da carreira que você mira.
Quinta: revisão da peça de quarta + legislação seca do trecho que a peça exigiu.
Sexta: uma questão discursiva curta, no estilo quesito por quesito, treinando a resposta direto na primeira frase.
Sábado: reescrever, do zero e sem consultar o rascunho anterior, o pior texto da semana — é o exercício que mais mostra evolução.
Domingo: descanso ou leitura leve de jurisprudência, sem cronômetro.

Repita esse ciclo por algumas semanas e você vai sentir a letra ficando mais rápida, a resposta chegando mais cedo no parágrafo e a fundamentação vindo com menos esforço. Isso vale independente de qual banca a AGU confirmar — o que muda com o edital é o formato exato do comando, não a competência de escrever bem sob pressão.

Perguntas frequentes

quantas provas discursivas tem o concurso AGU

No último concurso (2023), cada carreira jurídica teve três provas discursivas depois da objetiva. O concurso novo será organizado por um edital unificado ainda não publicado, e o número de discursivas e o formato de cada uma serão definidos nele — o retrato de 2023 serve de referência, não de garantia.

o que cai na prova discursiva da AGU

Discursivas de advocacia pública costumam misturar questões dissertativas sobre institutos de direito por área (constitucional, administrativo, tributário, previdenciário, civil, conforme a carreira) e uma peça processual ou parecer. Os temas exatos do próximo concurso ainda não existem — dependem do edital, que vai definir o conteúdo programático.

qual banca vai aplicar a discursiva da AGU

Ainda não foi definida. Os dois últimos concursos da AGU (2022/2023) foram organizados pelo Cebraspe, e por isso ele é a referência mais próxima para treinar o formato de correção por quesitos, mas a banca do próximo concurso pode ser outra — confira a confirmação no edital antes de fechar o método de estudo nela.

como estudar discursiva AGU antes do edital sair

Escreva à mão e sob cronômetro, com a mesma duração que uma prova discursiva costuma ter. Estude legislação seca junto com a jurisprudência do mesmo instituto, nunca separado. Revise cada texto com critérios objetivos (respondeu o pedido, fundamentou, usou a forma certa) em vez de só reler. Use as discursivas de 2023 como material de treino enquanto não há tema novo.

existe curso de discursiva AGU que vale a pena

Vale menos o nome do curso e mais quanto ele te faz escrever. Um curso que só explica teoria de como fazer discursiva sem cobrar que você entregue peças e questões cronometradas raramente prepara para a hora da prova. Escolha pela quantidade de exercícios práticos com correção, não pela quantidade de aula expositiva.

a discursiva da AGU tem peça processual

Discursivas de carreiras de advocacia pública costumam incluir peça processual ou parecer, além de questões dissertativas, mas o formato exato do próximo concurso da AGU depende do edital, ainda não publicado. Treinar a estrutura de peça e parecer desde já vale independente do tema que sair, porque a forma exigida muda pouco entre concursos.

quando foi a prova discursiva AGU 2023

As discursivas seguiram calendários próprios por carreira em 2023: a Procuradoria da Fazenda Nacional aplicou as suas em 8 e 9 de julho daquele ano, por exemplo. O próximo concurso terá calendário próprio, definido só depois da publicação do edital, esperado até janeiro de 2027.

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Conteúdo original da Equipe Edital Hoje, escrito para concursos públicos brasileiros. Critérios de correção variam por banca e por edital: confira sempre o edital do seu concurso. Última revisão em 7 de setembro de 2026.