
Questão de concurso é conteúdo público. A prova foi aplicada, o gabarito foi divulgado, o arquivo circula. Qualquer pessoa disposta a procurar monta um caderno de questões sem gastar um centavo, e muita gente é aprovada exatamente assim. Começar dizendo o contrário seria desonesto.
A pergunta útil é outra: onde o de graça trava, e quanto do seu tempo ele cobra em troca. Porque o que você paga num banco de questões não é o acesso à questão — é a curadoria, o filtro que cruza banca, matéria, ano e cargo, o comentário em todas elas e o que acontece depois que você erra. Abaixo, essa comparação feita com honestidade, incluindo o que dá para fazer sem pagar nada.
Dá para estudar só com questão de graça?
Dá, e vale conhecer bem esse caminho antes de decidir qualquer coisa. Provas anteriores costumam ser publicadas junto com o gabarito, muita gente reúne arquivos por concurso, e uma busca pelo nome do órgão e o ano resolve boa parte do abastecimento.

- Resolver a prova inteira de um concurso, na ordem em que ela foi aplicada, é de graça e ensina coisas que caderno por assunto não ensina.
- Conferir o gabarito e descobrir o que você errou também é de graça.
- Escrever você mesmo o comentário que falta, em três linhas, é de graça e é o exercício que mais ensina.
- Montar o próprio caderno de erros num arquivo ou num caderno de papel é de graça e funciona.
Se você está começando e o orçamento aperta, comece por aí sem culpa. O método completo de aproveitar prova antiga está em prova anterior vale a pena, e a forma de escrever o comentário que o arquivo não traz, em como ler e escrever o gabarito comentado.
Onde o de graça trava
Trava em sete pontos concretos. Nenhum deles é impossível de contornar sozinho; todos custam tempo, e alguns custam muito mais tempo do que parecem custar.
- Filtro combinado. Achar questões de uma matéria é fácil. Achar questões de uma matéria, de uma banca, de um ano e de um nível de cargo ao mesmo tempo, não é. É esse cruzamento que monta um caderno útil.
- Comentário em tudo. As questões famosas têm explicação em algum lugar. As outras, a maioria, não têm. E o seu erro raramente acontece na questão famosa.
- Correção na hora. Conferir o gabarito numa folha à parte, depois de vinte questões, coloca uma distância entre a dúvida e a resposta. O comentário ensina mais quando a dúvida ainda está viva.
- Arquivamento do erro. Fazer o caderno de erros à mão funciona, e é justamente a parte que as pessoas abandonam primeiro quando a semana aperta.
- Estatística da turma. Saber quantas pessoas acertaram aquele item é o que diferencia um erro seu de uma armadilha clássica do tema. Sozinho, você não tem como saber.
- Simulado com o tempo oficial. Dá para cronometrar sozinho, mas montar um caderno no formato da banca, com a proporção de matérias do edital, dá trabalho de véspera de prova.
- Visão de onde você perde ponto. Cruzar o peso do tema na banca com o seu próprio acerto exige uma planilha que quase ninguém mantém por seis meses.
Some os sete e você tem a conta real. Não é dinheiro contra nada: é dinheiro contra horas suas, todas as semanas, gastas em tarefa que não é estudo. Quanto essa conta pesa depende de quanto tempo você tem — e o jeito de calcular a sua cota diária está em quantas questões por dia dá para analisar.
O que você paga não é a questão, é a organização
Vale dizer o tamanho da coisa para a frase não ficar abstrata. O acervo aqui tem 2.140.130 questões de provas anteriores, de 290 bancas, organizadas por banca, matéria e ano. Um arquivo com dois milhões de questões sem organização não vale nada; o valor está inteiro no que separa uma da outra.
- Cadernos por edital, com todos os cadernos daquele concurso separados por disciplina.
- Cadernos por banca e por matéria, que são as duas entradas mais usadas no dia a dia.
- Gabarito comentado em todas as questões, com correção instantânea: você marca, o sistema corrige e o comentário aparece embaixo.
- Caderno de erros automático: a questão errada é arquivada sozinha para revisão 48 horas depois.
- Estatística da turma em cada item, para saber se o tema é armadilha comum ou lacuna sua.
- Simulados no formato da banca do seu concurso, com tempo oficial, e bateria sequencial sem questão desatualizada ou anulada.
- Edital verticalizado interativo, com percentual concluído por disciplina.
- Mentor Digital, que lê seus acertos e erros, entende quais regras você costuma confundir, gera cadernos de revisão sob medida e responde dúvidas sobre os enunciados.
Repare que quase tudo nessa lista é sobre o que acontece depois da resposta. É ali que está a diferença entre resolver muita questão e aprender com questão. O caderno automático, por exemplo, resolve a logística de lembrar o que revisar — mas a linha do porquê continua sendo sua, como se explica em o caderno de erros que dá para revisar.
E o filtro por banca, que é o cruzamento mais trabalhoso de montar à mão, só deve ser ligado na hora certa da preparação — cedo demais ele esconde conteúdo do edital. O critério está em quando ligar o filtro por banca. Para ver como isso aparece na prática, as páginas de questões por banca e por matéria trazem quatro questões comentadas cada uma, escritas pela equipe.
Quanto do seu tempo some montando caderno à mão
Faça o teste de uma semana, é revelador. Cronometre separadamente duas coisas: o tempo em que você está de fato respondendo e analisando questão, e o tempo em que você está procurando, baixando, recortando, conferindo se a lei mudou e anotando em algum lugar.
A segunda coluna é trabalho administrativo. Ela não te ensina nada e, pior, é a primeira a ser cortada quando a semana aperta — e quando ela é cortada, o que some não é o preparo do material, é a análise, porque o tempo já foi gasto. Esse é o mecanismo pelo qual muita gente resolve muita questão e não evolui.
Há um terceiro caso, mais comum do que parece: o gargalo é escopo. Você não sabe direito o que estudar porque ainda não escolheu um concurso. Antes de qualquer decisão de material, escolha um edital real e leia o conteúdo programático dele — a lista do que está aberto agora fica em editais abertos hoje.
Essencial ou Completo: escolha pelo uso, não pelo preço
São dois planos, os dois de pagamento único, com um ano de acesso e garantia de sete dias. A diferença não é quantidade de recurso solto: é o tipo de preparação que cada um atende.

- Essencial, R$ 47 — um concurso à sua escolha. Simulados no formato da banca com tempo oficial, gabarito comentado em todas as questões, caderno de erros automático e o Mentor Digital para tirar dúvidas, com trinta perguntas por mês. Não inclui plano semanal automático, Raio-X da banca nem caderno de reforço.
- Completo, R$ 97 (de R$ 147) — todos os concursos, as 290 bancas e mais de dois milhões de questões, com troca de objetivo quando quiser. Simulados ilimitados de qualquer banca, com ranking e evolução, caderno de reforço gerado do seu ponto fraco, Raio-X da banca, matriz de fragilidades, edital verticalizado atualizado quando sair retificação, e Mentor Digital ilimitado, que refaz o plano da semana a partir do seu resultado.
A regra prática é essa: se você já escolheu o concurso e não pretende mudar até a prova, o Essencial cobre a preparação inteira. Se você ainda está decidindo entre carreiras, presta várias provas por ano ou costuma trocar de objetivo quando sai um edital melhor, o Completo evita que você fique preso a uma escolha feita cedo demais.
Funciona no navegador do celular, no tablet e no computador, então não é preciso reservar a mesa de casa para resolver questão — o que muda bastante a conta de quem estuda trabalhando. Os detalhes de cada plano estão em planos do Edital Hoje, e o formato do item que você vai treinar depende da sua banca, como se vê em certo ou errado ou múltipla escolha.
Uma ressalva honesta para fechar: nenhum material aprova ninguém sozinho, e vale desconfiar de quem promete isso. O que um banco organizado faz é tirar da sua semana o trabalho que não é estudo e devolver informação sobre o seu próprio desempenho. O resto do caminho está mapeado no guia de estudar com questões.
Perguntas frequentes
existe banco de questões de concurso grátis
Questão de concurso é conteúdo público: provas anteriores circulam com gabarito e dá para montar um caderno sem pagar nada. O que falta no caminho gratuito é o filtro que cruza banca, matéria, ano e cargo, o comentário em todas as questões e o arquivamento automático do que você errou.
vale a pena pagar por um banco de questões
Depende do seu gargalo. Se é disciplina, material organizado não resolve e a rotina precisa vir antes. Se é tempo, e você perde a primeira meia hora de cada sessão procurando e montando caderno, a organização se paga. Se é escopo, escolha primeiro um edital real e leia o conteúdo programático.
quanto custa um site de questões de concurso
Aqui são dois planos de pagamento único, com um ano de acesso e garantia de sete dias: o Essencial por R$ 47, para um concurso à sua escolha, e o Completo por R$ 97, com todos os concursos, as 290 bancas e o Mentor Digital ilimitado. Não há mensalidade.
qual a diferença entre o plano essencial e o completo
O Essencial cobre um concurso escolhido por você, com simulados no formato da banca, gabarito comentado e Mentor Digital limitado a trinta perguntas por mês. O Completo libera todos os concursos, simulados ilimitados com ranking, caderno de reforço do ponto fraco, Raio-X da banca e Mentor Digital sem limite.
quantas questões tem o acervo
São 2.140.130 questões de provas anteriores, de 290 bancas, organizadas por banca, matéria e ano. Vinte bancas já têm página publicada com perfil, formato de item e pegadinha típica, e dez matérias têm página própria, cada uma com quatro questões comentadas escritas pela equipe.
posso usar no celular
Pode. A plataforma funciona no navegador do celular, tanto em aparelhos com Android quanto com iOS, e também em tablet e computador. Isso muda a conta de quem estuda trabalhando, porque permite resolver e analisar um bloco curto de questões fora da mesa de estudo, em intervalos do dia.
questões antigas ainda servem para estudar
Servem, com uma checagem. A matéria pode ter mudado desde a aplicação: a Lei 14.133/2021 revogou a Lei 8.666/1993, a Lei do Pregão e o RDC, então questão de licitação anterior a ela ensina a regra errada. Antes de adotar um arquivo antigo, confirme se a norma cobrada continua em vigor.
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9 min de leituraConteúdo original da Equipe Edital Hoje, escrito para concursos públicos brasileiros. Critérios de correção variam por banca e por edital: confira sempre o edital do seu concurso. Última revisão em 24 de outubro de 2026.